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Tortura de animais: morte de Orelha expõe redes online

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Tortura de animais: morte de Orelha expõe redes online

Tortura de animais: morte de Orelha expõe redes online. A execução do cão comunitário Orelha, na Praia Brava (SC), no início de janeiro, reacendeu o debate sobre redes que promovem e monetizam a violência contra animais em plataformas digitais.

Zoosadismo transforma crueldade em negócio lucrativo

Especialistas classificam a prática como zoosadismo, em que agressores ferem animais por prazer ou lucro, publicando vídeos para um público disposto a pagar por cenas cada vez mais agressivas. Reportagem da BBC mostrou que, em 2023, usuários na Europa e nos Estados Unidos compravam gravações de filhotes de macaco torturados na Indonésia.

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Plataformas concentram quase 90% do conteúdo denunciado

Um levantamento de uma organização internacional de proteção animal analisou 2 mil links de crueldade denunciados em 2024 e concluiu que redes sociais do grupo Meta concentravam 89% das postagens. Apenas 36% dos vídeos apontados foram removidos pelas empresas, evidenciando falhas na moderação.

Legislação brasileira ficou mais rígida

No Brasil, desde 2020 a pena para maus-tratos a cães e gatos é de dois a cinco anos de prisão. Após o endurecimento, ações judiciais por violência contra animais cresceram 1.400%. Em Santa Catarina, a repercussão do caso Orelha resultou na Lei nº 19.726, que garante proteção a cães e gatos comunitários.

Investigação analisa celulares e 72 horas de imagens

Quatro adolescentes são investigados pela morte de Orelha. A Polícia Civil avalia telefones, 72 horas de gravações e indiciou familiares por tentativa de intimidação de testemunhas. Caso sejam responsabilizados, os jovens podem receber medidas socioeducativas conforme o ECA.

Famílias e empresas precisam redobrar vigilância

Autoridades recomendam que responsáveis monitorem o que os jovens consomem on-line, já que a exposição contínua à crueldade pode naturalizar a violência. Paralelamente, avança a pressão para que empresas de tecnologia respondam legalmente por permitirem a divulgação de crimes contra animais.

Para acompanhar outros desdobramentos sobre direitos dos animais e legislações, visite nossa editoria Brasil e fique informado.

Crédito da imagem: Agência Brasil

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