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Torcedor do Atlético agredido relata violência na Arena MRV

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Torcedor do Atlético agredido relata violência na Arena MRV

Torcedor do Atlético agredido detalhou nesta segunda-feira (27/4) a abordagem de seguranças durante a derrota do clube para o Flamengo, por 4 × 0, na 13ª rodada do Brasileirão, na Arena MRV.

Torcedor do Atlético agredido relata violência na Arena MRV

O analista de riscos Guilherme Nunes, 24 anos, contou que assistia à partida em pé no setor Brahma Oeste Premium quando foi interpelado por um segurança privado. Após recusar-se a sentar ou mudar de lugar, recebeu o aviso de que seria retirado do estádio. “Paguei o ingresso mais caro e não infringia nenhuma norma”, afirmou.

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Vídeos gravados por torcedores mostram ao menos três profissionais da equipe terceirizada cercando Guilherme nas arquibancadas. Ele foi conduzido para os corredores internos, onde diz ter sofrido agressões físicas. Segundo o relato, o chefe de segurança apertou seu braço, jogou-o ao chão e tentou imobilizá-lo, dizendo que não havia câmeras naquele ponto.

“Cheguei a ter falta de ar e quase desmaiei”, relatou o jovem, que registrou boletim de ocorrência na delegacia da Pampulha e aguarda guia para exame de corpo de delito no Hospital Odilon Behrens. Ele avalia mover ação judicial contra o Atlético, embora admita o conflito emocional: “O clube é a paixão da minha vida, mas fui desrespeitado”.

Especialistas lembram que o Estatuto do Torcedor assegura tratamento digno e proíbe condutas abusivas em arenas esportivas. Caso confirmada a agressão, o clube pode ser responsabilizado civilmente.

Pela manhã, o Atlético divulgou nota classificando o episódio como “incidentes” e informou que investiga “rigorosamente” a conduta dos envolvidos. O comunicado reforça que a segurança da Arena segue protocolo “sem excessos” e que medidas cabíveis serão tomadas se houver comprovação de abuso.

Guilherme, que se mudou para Belo Horizonte para acompanhar mais de perto o dia a dia do Galo, disse ter perdido o ânimo para ir ao próximo clássico, previsto para a semana que vem. “Meu sonho era assistir com 10% da torcida visitante. Agora estou desanimado”, lamentou.

Ao final da partida, que terminou em goleada rubro-negra, outros torcedores manifestaram indignação nas redes sociais, exigindo punição aos seguranças e revisão dos procedimentos de abordagem no estádio recém-inaugurado.

O caso reacende o debate sobre segurança em estádios e o limite de atuação de empresas terceirizadas. Acompanhe novos desdobramentos na editoria e veja como episódios semelhantes foram tratados em outras arenas acessando nossa seção Brasil.

Crédito da imagem: Imagens cedidas ao No Ataque

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