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Tombamento Poços de Caldas: Conjunto Hidrotermal é patrimônio

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Tombamento Poços de Caldas: Conjunto Hidrotermal é patrimônio

Tombamento Poços de Caldas: Conjunto Hidrotermal é patrimônio marca a decisão do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) que, em 10/4, incluiu o Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas na lista de bens protegidos de Minas Gerais. A medida foi aprovada na 1ª Reunião Ordinária de 2026, realizada de forma híbrida diretamente da cidade do Sul de Minas.

História e relevância das águas termais

O dossiê técnico produzido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) demonstra que a formação urbana de Poços de Caldas está intrinsicamente ligada ao termalismo desde o século XVIII. A abertura dos primeiros poços, em 1826, fez do município uma estância de saúde, lazer e turismo, resultando em um modelo planejado que integra edificações monumentais, praças, parques e fontes.

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Marcos arquitetônicos protegidos

Entre os principais bens agora tombados destacam-se o Palace Hotel, o Palace Cassino, as Thermas Antônio Carlos, o Parque José Affonso Junqueira e a Praça Pedro Sanches. A proteção se estende a ribeirões, coretos, monumentos, elementos artísticos e áreas de entorno, assegurando a preservação da ambiência urbana e da paisagem cultural que moldam a identidade local.

Valorização cultural e desenvolvimento sustentável

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o reconhecimento confirma a singularidade de Poços de Caldas, cidade que “nasceu e se desenvolveu a partir de um complexo hidrotermal e hoteleiro, onde arquitetura, paisagem e vocação turística caminham juntas”. Já o presidente do Iepha-MG, Paulo Roberto do Nascimento Meireles, avalia que o tombamento fortalece o patrimônio como vetor de desenvolvimento sustentável, posicionando o município como boulevard da saúde e do bem-estar.

Em âmbito nacional, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ressalta que a proteção de conjuntos urbanos como o de Poços de Caldas contribui para a manutenção da memória coletiva e impulsiona economias ligadas ao turismo cultural.

O tombamento garante salvaguarda legal e diretrizes de conservação, favorecendo investimentos aliados à preservação do patrimônio. A expectativa é que a medida amplie o fluxo turístico, gere empregos no setor de serviços e reforce políticas públicas voltadas à cultura e ao meio ambiente.

Para aprofundar-se em outras ações que valorizam a história de Minas, visite a editoria BRASIL e acompanhe nossas atualizações diárias.

Crédito da imagem: Gil Leonardi / Imprensa MG

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