Tite no Cruzeiro: desafio de quebrar rodízio de técnicos
Tite no Cruzeiro: desafio de quebrar rodízio de técnicos marca o início de uma nova fase na Raposa, que aposta no experiente treinador para encerrar a sequência de demissões registradas nos últimos três anos.
Tite no Cruzeiro: desafio de quebrar rodízio de técnicos
Depois de 16 meses longe dos gramados, Tite assume o Cruzeiro com a missão de trazer estabilidade a um clube que tem trocado de técnico ainda no primeiro trimestre das últimas temporadas. Em 2023, 2024 e 2025, a equipe mineira não conseguiu manter o comandante após os torneios iniciais, cenário que o gaúcho pretende mudar.
Em 2023, Paulo Pezzolano deixou o cargo em março, logo após a eliminação para o América na semifinal do Campeonato Mineiro. Foram apenas 10 partidas, com 40% de aproveitamento. O uruguaio encerrava, assim, um ciclo iniciado em 2022, ano em que conduziu o Cruzeiro de volta à Série A.
Na temporada seguinte, a diretoria ainda presidida por Ronaldo Nazário dispensou Nicolás Larcamón em abril de 2024. A queda precoce na Copa do Brasil, diante do Sousa-PB, e a derrota para o Atlético na decisão estadual custaram o posto do argentino, que somou 59,5% de aproveitamento em 14 jogos.
Já em 2025, o recorde negativo coube a Fernando Diniz. Após perder a final da Copa Sul-Americana de 2024, o treinador iniciou o ano seguinte com cinco compromissos — dois amistosos e três jogos oficiais — e foi desligado, mantendo os mesmos 40% de rendimento de Pezzolano.
Segundo análise do Globo Esporte, essa rotatividade afeta planejamento, elenco e resultados. Pedro Lourenço, agora sócio majoritário da SAF celeste, acredita que a experiência de Tite, campeão da Libertadores e da Copa América, oferecerá o equilíbrio que o projeto precisa.

Imagem: Gustavo Aleixo
Tite, por sua vez, garantiu que pretende cumprir o contrato e atingir metas traçadas em conjunto com a diretoria, entre elas a classificação para competições continentais e um desempenho sólido no Campeonato Brasileiro.
Resta saber se a Raposa, historicamente impaciente nos últimos anos, concederá o tempo necessário para que o novo comandante imprima seu estilo e interrompa o ciclo de trocas precipitadas.
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Crédito da imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro















