The Line da Arábia Saudita vira centro de dados
The Line da Arábia Saudita vira centro de dados após o governo reconhecer que o custo da megacidade linear ultrapassou as estimativas iniciais em centenas de bilhões de dólares. A revisão transforma parte da estrutura já iniciada no deserto em um gigantesco hub de processamento de informações.
The Line da Arábia Saudita vira centro de dados
Planejado como a joia do complexo NEOM, o projeto previa 170 quilômetros de edifícios espelhados, sem carros nem emissões de carbono, capaz de abrigar milhões de moradores. Documentos internos revelam que a execução, porém, se tornou financeiramente inviável, empurrando as autoridades sauditas para uma postura mais pragmática.
Segundo uma análise publicada pelo Financial Times, o redesenho diminui o risco fiscal e promete retorno mais rápido. A localização costeira de NEOM favorece a instalação de sistemas de resfriamento por água do mar, um dos maiores desafios para centros de dados em larga escala.
A mudança também reforça a estratégia Vision 2030, conduzida pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que busca diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo. Ao priorizar infraestrutura digital, inteligência artificial e serviços em nuvem, o reino espera atrair grandes empresas de tecnologia e novos investidores internacionais.
Especialistas apontam que a conversão em centro de dados exige menos capital, pode ser concluída em fases e gera receita recorrente com hospedagem de servidores. Além disso, a proximidade com cabos submarinos facilita conexões globais de alta velocidade, elemento essencial para companhias de nuvem pública.
Ainda não há cronograma oficial para a conclusão da obra revisada, mas autoridades indicam que a primeira etapa incluirá instalações de fibra ótica, estações de energia renovável e módulos de resfriamento. A expectativa é que as operações comerciais comecem antes do fim da década.

Imagem: Internet
Ao recalibrar o ambicioso The Line, a Arábia Saudita reafirma o compromisso com inovação, mas dentro de limites orçamentários realistas. Observadores veem a decisão como um sinal de maturidade fiscal e de foco nos setores com maior potencial de crescimento a curto prazo.
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Crédito da imagem: Fatos Desconhecidos















