Telefônica Brasil reduz capital em R$ 4 bi e paga acionistas
Telefônica Brasil reduz capital em R$ 4 bilhões após decisão da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada em 12 de março de 2026, o que resultará na devolução de aproximadamente R$ 1,25 por ação ordinária aos investidores.
Estrutura da operação e valores por ação
A redução de capital social da companhia — controladora da marca Vivo e negociada na B3 sob o código VIVT3 — diminui o patrimônio de R$ 60,07 bilhões para R$ 56,07 bilhões, sem cancelamento de ações. O valor por papel foi calculado sobre a base acionária de 31 de dezembro de 2025, que totalizava cerca de 3,19 bilhões de ações ordinárias, excluídas as mantidas em tesouraria.
O montante de R$ 1,25 por ação poderá sofrer pequenos ajustes por conta do programa de recompra em curso. O direito ao recebimento será definido pela posição acionária de 22 de maio de 2026; a partir de 25 de maio, os papéis passam a ser negociados ex-direitos.
Prazos legais e forma de pagamento
Conforme a Lei das Sociedades por Ações, a operação só se tornará efetiva após 60 dias da publicação da ata da AGE. O crédito aos acionistas ocorrerá em parcela única em 14 de julho de 2026, seguindo os trâmites de liquidação da B3 e proporcional à participação de cada investidor.
Em comunicado à Reuters, a Telefônica ressaltou que a medida preserva a proporção atual de participação dos sócios e reforça a política de retorno de capital.

Imagem: Kaype Abreu
Impacto para o investidor
A devolução em dinheiro soma-se aos proventos recorrentes pagos pela companhia e oferece alternativa de liquidez ao acionista, sem alterar o número de ações em circulação. Especialistas avaliam que a estratégia mantém a flexibilidade financeira para futuros investimentos, ao mesmo tempo em que atende à demanda por distribuição de recursos.
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Crédito da imagem: REUTERS/Nacho Doce
















