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Tecnologia e gestão orientada por dados impulsionam nova etapa do transporte rodoviário

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Setor amplia controle das operações e sustenta atividade que envolve mais de 5 mil trabalhadores especializados no transporte de veículos zero quilômetro

O transporte rodoviário de cargas no Brasil passou a operar sob uma lógica diferente. A informação deixou de ser acessória e passou a comandar decisões operacionais, financeiras e logísticas. Dados em tempo real, sistemas integrados e planejamento mais preciso reorganizam rotinas, reduzem incertezas e elevam o nível de controle sobre prazos, custos e riscos.
Em segmentos de maior complexidade, como o transporte de veículos, essa mudança é ainda mais perceptível. A atividade exige coordenação rigorosa, segurança permanente e execução sem margem para improviso. Para o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), que representa mais de 5 mil trabalhadores especializados em todo o país, o avanço da gestão orientada por dados contribui diretamente para a confiabilidade das operações e a previsibilidade e estabilidade do setor.
“O transporte de veículos trabalha com ativos de alto valor e exige disciplina operacional. Informação de qualidade, planejamento e controle são hoje indispensáveis para garantir regularidade, segurança e previsibilidade”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sinaceg.
A adoção consistente de sistemas de rastreamento, monitoramento contínuo e integração de dados passou a orientar decisões centrais da operação, como definição de rotas, acompanhamento das cargas e gestão de prazos. O acesso imediato à informação permite correções rápidas, reduz perdas operacionais e melhora o desempenho logístico como um todo.
Outro fator que contribui para esse avanço é a renovação gradual da frota. Caminhões mais novos apresentam melhor desempenho mecânico, menor consumo e atendimento a padrões ambientais, que têm se tornado cada vez mais exigentes. Esses ganhos impactam diretamente a segurança das operações e as condições de trabalho dos motoristas envolvidos no transporte de cargas de alto valor agregado.
Para Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg, a profissionalização da gestão financeira acompanha essa mudança operacional. “O controle de custos, o planejamento financeiro e a gestão de caixa passaram a ser parte central da operação. Sem isso, não há estabilidade nem capacidade de investimento”, avalia.
Na avaliação do Sinaceg, o transporte rodoviário consolida um modelo mais organizado, previsível e tecnicamente estruturado, mantendo seu papel central na matriz de transportes brasileira. O sindicato acompanha esse processo e defende políticas e iniciativas que reforcem a previsibilidade regulatória, incentivem a modernização do setor e reconheçam o papel dos trabalhadores que sustentam diariamente a logística do país.
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