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Taxa zero 99Food gera prejuízo a restaurantes parceiros

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Taxa zero 99Food gera prejuízo a restaurantes parceiros

Taxa zero 99Food gera prejuízo a restaurantes parceiros. Restaurantes que aderiram à plataforma relatam perdas financeiras após serem atraídos por um ano de isenção de comissão e mensalidade, mas se depararem com cobranças de logística, pagamento on-line e cupons de desconto.

Taxa zero 99Food gera prejuízo a restaurantes parceiros

O caso mais visível é o do Amarama, restaurante vegano de São Paulo. Em postagem no Instagram, o estabelecimento anunciou a saída da 99Food, alegando “taxas absurdas” identificadas poucos pedidos depois da adesão. Segundo a publicação, a promessa inicial de “zero taxa” não incluía custos de entrega nem encargos de pagamento eletrônico, descritos apenas em cláusulas contratuais detalhadas.

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As queixas se multiplicam no site Reclame Aqui. Um empreendedor afirmou, em 16 de agosto, que foi cadastrado sob promessa de 12 meses sem taxas, mas passou a pagar entregas e cupons oferecidos pela própria 99. Outro comerciante, em 11 de agosto, declarou que cada venda sofre descontos variados, não previstos no contrato original.

Procurada, a 99 reforçou, por meio de nota, que “todas as condições comerciais estão explícitas no contrato” e explicou:

  • Comissão e mensalidade: isenção total nos primeiros 12 meses.
  • Taxa de pagamento on-line: 3,2% sobre pedidos pagos pela plataforma, referente ao processamento de cartões.
  • Logística: restaurantes no “Plano Entrega” arcam com o custo de transporte realizado por entregadores parceiros.
  • Previsão contratual: todos os termos estão disponíveis no painel do parceiro.

A empresa garantiu manter equipes comerciais “em contato constante” para esclarecer dúvidas e evitar mal-entendidos. Ainda assim, donos de bares e lanchonetes questionam a transparência das informações. Para eles, a estratégia de marketing focada em “taxa zero” omitiu gastos que se acumulam a cada transação, comprometendo margens de lucro já apertadas.

Especialistas em delivery alertam que os restaurantes devem ler todas as cláusulas e simular custos antes de aderir a campanhas de isenção. “As plataformas costumam diferenciar comissão, logística e meios de pagamento; ignorar isso pode transformar economia aparente em prejuízo real”, explica o consultor de food service Carlos Carvalho.

A polêmica ocorre enquanto o setor observa movimentos de gigantes como iFood e Uber Eats para ampliar serviços e fidelizar lojistas, intensificando a disputa por taxas competitivas.

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Crédito da imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil

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