Tarifas de Trump: medicamentos importados terão 100% de imposto
Tarifas de Trump de 100% sobre medicamentos, 50% sobre armários de cozinha e pias de banheiro, 30% em móveis estofados e 25% para caminhões pesados entrarão em vigor nos Estados Unidos em 1º de outubro, conforme anunciou o presidente Donald Trump em sua rede Truth Social.
Tarifas de Trump: medicamentos importados terão 100% de imposto
Justificativas e alcance das novas taxas
Sem apresentar base legal detalhada, Trump enquadrou as sobretaxas sobre armários, pias e sofás como medidas de “Segurança Nacional”. O governo já havia iniciado, em abril, uma investigação da Seção 232 do Trade Expansion Act de 1962 para avaliar riscos à segurança decorrentes de importações de fármacos e caminhões. Em 2024, o país comprou quase US$ 233 bilhões em produtos farmacêuticos, segundo o Census Bureau, valor que pode dobrar em custo para consumidores se as alíquotas forem aplicadas integralmente.
Impactos econômicos e reação do mercado
A nova rodada de tarifas adiciona incerteza a uma economia que exibe alta nas ações, mas desaceleração no emprego e inflação persistente. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, alertou recentemente que o repasse de preços de bens já pressiona o índice de preços ao consumidor. Trump, contudo, mantém a tese de que as tarifas reduzirão o déficit e estimularão fábricas nacionais, contrariando dados do Bureau of Labor Statistics que indicam corte de 42 mil vagas na indústria desde abril.
Especialistas, como Pascal Chan, da Câmara de Comércio do Canadá, alertam para risco de racionamento de medicamentos e pressão sobre sistemas de saúde. Já a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis teme que a tarifa de 50% sobre armários e pias encareça obras residenciais, num cenário de escassez de moradias.
Pressões políticas e possíveis disputas judiciais
Trump voltou a sugerir a renúncia de Powell e a defender cortes agressivos nos juros, enquanto tribunais federais analisam se o presidente ultrapassou a autoridade ao declarar emergência econômica para impor tarifas anteriores. A Suprema Corte deve julgar o tema em novembro. Paralelamente, o governo afirma que o simples anúncio das tarifas já levou gigantes como Johnson & Johnson, AstraZeneca e Roche a ampliarem investimentos em produção doméstica.
Imagem: Josh Boak The Associated
Em sua mensagem, Trump garantiu isenção às empresas que “estejam construindo ou iniciando fábricas nos EUA”, sem esclarecer o status de quem já opera unidades locais. Para acompanhar a repercussão, a agência Reuters destaca que o setor farmacêutico avalia estratégias para mitigar o impacto, enquanto montadoras de caminhões como Peterbilt e Mack celebram a proteção comercial.
As medidas reforçam a política tarifária como arma eleitoral de Trump, embora analistas sigam céticos sobre ganhos de empregos e controle de preços. Continue acompanhando desdobramentos na nossa editoria de Brasil e saiba como essas decisões podem refletir na economia global.
Crédito da imagem: Global News















