Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Tabelamento de preços nas praias do Rio avança com apoio

Tabelamento de preços nas praias do Rio avança com apoio

Advertisements
Advertisements

Tabelamento de preços nas praias do Rio avança com apoio

Tabelamento de preços nas praias do Rio avança com apoio de banhistas e turistas após sucessivas denúncias de cobranças abusivas por guarda-sóis, cadeiras e água de coco em pontos vizinhos de Copacabana, Arpoador e Barra da Tijuca.

Tabelamento de preços nas praias do Rio avança com apoio

Tabelamento de preços nas praias do Rio de Janeiro ganhou fôlego neste verão. Frequentadores relatam disparidades de até 100% no aluguel de um mesmo serviço em poucos metros de areia: um guarda-sol pode custar R$ 25 em uma barraca e R$ 50 na seguinte. A recepcionista Maria Luíza Oliveira, 20, vinda de São João de Meriti, disse que “com o tabelamento não precisaríamos ficar procurando preço”.

Advertisements
Advertisements

A esteticista Thaís Lima, 26, encontrou o mesmo item a R$ 50 no Arpoador, enquanto a amiga Cássia Agostini viu o preço da cadeira saltar de R$ 12 para R$ 20 de um dia para o outro. Para muitos, a falta de padronização torna impossível planejar gastos e incentiva levar cadeiras e lanches de casa.

As regras municipais já exigem que barraqueiros exibam lista de preços. Contudo, a Prefeitura admite fiscalização falha, sobretudo em áreas turísticas. O prefeito Eduardo Paes estuda oficializar um price list para produtos e serviços, proposta que divide o setor.

A concessionária Orla Rio, responsável pela maioria dos quiosques, é contra a padronização ampla. “Estruturas com serviços diferenciados não podem ser equiparadas às operações simples”, afirma o presidente João Marcello Barreto. Ele alerta que valores “até R$ 800” em pacotes com consumo mínimo violam o Código de Defesa do Consumidor, e sugere acionar o Procon-RJ em caso de abuso.

Já a Praia S/A, que reúne cerca de 500 barraqueiros da Barra e do Recreio, apoia o tabelamento desde que participe das negociações. “Custos na orla são altos, mas exageros comprometem a relação com o cliente”, diz o presidente Eduardo Silva de Andrade.

Alimentos também variam. Em Copacabana, um coco chega a R$ 13 no calçadão, enquanto depósitos a um quarteirão cobram R$ 8. Promoções contrastam dois cocos por R$ 15 numa barraca e R$ 25 em outra próxima. Paralelamente, a prefeitura limitou o acesso à Pedra do Arpoador das 4h às 21h, medida vista como positiva para organização da área.

Para banhistas, tabelamento, controle de acesso e fiscalização reforçada formam trio essencial para dar transparência, previsibilidade e conforto durante a alta temporada carioca.

Quer acompanhar outras iniciativas de ordenamento urbana? Visite a editoria BRASIL e continue informado sobre ações que impactam o dia a dia dos cidadãos.

Crédito da imagem: João Pedro Vergara/Unsplash

Advertisements
Advertisements