Suspeitos de extorsão no Canadá travam deportação com refúgio
Suspeitos de extorsão no Canadá travam deportação com refúgio. Todos os 14 estrangeiros apontados pela Extortion Task Force da Colúmbia Britânica solicitaram status de refugiado após serem investigados pela Agência de Serviços de Fronteira do Canadá (CBSA), paralisando as ordens de remoção até decisão da Comissão de Imigração e Refugiados (IRB).
Suspeitos de extorsão no Canadá travam deportação com refúgio
Segundo a CBSA, os investigados seriam inadmissíveis ao país, mas o pedido de asilo transfere o processo para a Divisão de Proteção aos Refugiados, que analisará se há fundamentos para conceder refúgio. Enquanto isso, qualquer deportação fica suspensa.
O vice-presidente da seção de imigração da Ordem dos Advogados do Canadá na Colúmbia Britânica, Amandeep Hayer, explicou que o histórico criminoso pode ser motivo para negar o refúgio, mas o julgamento leva tempo. Já o advogado de imigração Richard Kurland estima que, devido ao acúmulo de casos, os suspeitos podem permanecer no país por cerca de quatro anos, com acesso a serviços públicos subsidiados.
O atraso, apontam especialistas, decorre da falta de recursos para a IRB, responsável por julgar milhares de processos pendentes. “Ottawa se recusa a reforçar o quadro, permitindo filas que prolongam as estadias”, criticou Kurland.
As deportações são consideradas peça-chave na estratégia federal contra a onda de extorsões que assola comunidades sul-asiáticas, principalmente na Grande Vancouver e em Brampton, Ontário. Grupos indianos, como a gangue Lawrence Bishnoi — designada organização terrorista pelo governo canadense em 29 de setembro — cobram pagamentos exorbitantes de comerciantes e recorrem a incêndios e tiroteios para intimidar vítimas.
De acordo com a RCMP, a CBSA já abriu 96 investigações ligadas à força-tarefa, resultando em 11 ordens de remoção e cinco deportações efetivas. Todas ocorreram por descumprimento de regras de vistos de estudo ou trabalho. Agora, porém, os 14 casos encaminhados ao IRB estão parados até decisão sobre o refúgio.

Imagem: Stewart Bell Global Ne
Líderes sikh organizam um debate público em Surrey neste domingo para discutir “represálias transnacionais” e o impacto das extorsões, classificadas como crise humanitária. A polícia montada advertiu em outubro que agentes do governo indiano estariam envolvidos em crimes graves no país, incluindo extorsão.
No cenário político, o primeiro-ministro Mark Carney tenta recompor laços com Nova Délhi em busca de acordo comercial, enquanto vítimas aguardam respostas mais rápidas da Justiça migratória.
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Crédito da imagem: Global News















