Minas Gerais enfrenta um preocupante surto de hepatite A, com o número de casos alcançando o maior patamar dos últimos dez anos, segundo dados divulgados por autoridades estaduais de saúde. O aumento expressivo da doença acendeu um alerta em todo o estado, mobilizando gestores públicos e profissionais da área sanitária.
A hepatite A é uma infecção viral transmitida, principalmente, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados. A falta de saneamento básico e higiene adequada são fatores determinantes para a disseminação da doença, especialmente em regiões mais vulneráveis socioeconomicamente.
De acordo com o levantamento, os registros da infecção vêm crescendo progressivamente desde 2023, mas os números de 2025 já superaram os índices observados nas três últimas gestões estaduais. O cenário atual é considerado o mais crítico da década.
Especialistas atribuem o avanço à combinação de estiagem prolongada, deficiência no abastecimento de água tratada e à baixa cobertura vacinal em algumas faixas etárias. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) anunciou o reforço de campanhas de vacinação e ações educativas nas escolas, além da intensificação da vigilância epidemiológica.
A população é orientada a redobrar os cuidados com higiene pessoal e consumo de água, utilizando apenas fontes tratadas ou fervidas. Também é recomendado o cuidado com alimentos crus e o uso frequente de sabão para higienização das mãos.
















