Autoridades sanitárias de Minas Gerais confirmaram nesta semana o descarte de aproximadamente 450 toneladas de ovos após a identificação de focos da gripe aviária (H5N1) em granjas comerciais do estado. A medida emergencial visa conter a disseminação do vírus e proteger a saúde pública, além de preservar a credibilidade da cadeia produtiva de avicultura mineira — uma das maiores do país.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), os ovos foram destruídos de forma segura, seguindo protocolos internacionais de biossegurança, em estabelecimentos nos municípios de Pará de Minas, Itaúna e Nova Serrana, onde foram detectados casos positivos da doença em aves. Não houve registro de transmissão para humanos até o momento.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) reforçou que o vírus não se transmite por ovos industrializados quando devidamente inspecionados, mas a decisão pelo descarte em larga escala é preventiva e necessária. As granjas afetadas estão em quarentena, e um bloqueio sanitário foi montado na região para evitar a propagação do vírus para outras propriedades.
“A gripe aviária é altamente contagiosa entre aves, e mesmo sem risco imediato para a população, agimos com máxima cautela”, afirmou um porta-voz do IMA. O órgão também ressaltou que o consumo de carne e ovos permanece seguro, desde que os produtos sejam adquiridos de fontes confiáveis e inspecionadas.
O impacto econômico do descarte é significativo e atinge diretamente produtores e indústrias do setor, mas a ação visa preservar a sustentabilidade da avicultura no estado. Minas Gerais é responsável por cerca de 10% da produção nacional de ovos.
















