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Suíça votará limite populacional em referendo, diz SVP

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Suíça votará limite populacional em referendo, diz SVP

Suíça votará limite populacional em referendo, diz SVP é o foco de uma consulta marcada para 14 de junho, quando os eleitores decidirão se o país deve congelar o número de habitantes em 10 milhões até 2050.

Proposta capitaneada por partido conservador

O projeto, apresentado pelo Partido Popular da Suíça (SVP), mira sobretudo a imigração. O texto determina duas fases: ao atingir 9,5 milhões de moradores, previsto para 2035, ficariam suspensas a entrada de familiares de estrangeiros já residentes e parte dos pedidos de asilo. Ao alcançar o teto de 10 milhões, Berna abandonaria acordos que garantem livre circulação de pessoas com a União Europeia.

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Crescimento populacional acima da média europeia

Entre 2014 e 2024, a população suíça subiu cerca de 10 %, ritmo cinco vezes superior ao da UE. Defensores da limitação citam alta nos preços dos imóveis, sobrecarga do transporte público e mudanças culturais como consequências do fluxo migratório. Segundo estimativas oficiais, o país conta hoje com 9 milhões de habitantes.

Eleitorado dividido

Pesquisa divulgada em dezembro mostra cenário apertado: 48 % votariam contra o teto demográfico, enquanto o apoio ao “sim” aparece dentro da margem de erro. A tradição de democracia direta da Suíça concede ao SVP histórico frequente de plebiscitos, embora apenas 10 % das iniciativas do partido tenham sido aprovadas desde 1999.

Setor empresarial teme impacto econômico

Críticos argumentam que limitar a população pode reduzir a oferta de mão de obra qualificada, diminuir contribuições previdenciárias e colocar em risco o comércio com a UE, destino de mais de 40 % das exportações suíças. Para reforçar a preocupação, veículos internacionais, como a BBC, lembram que o acesso ao mercado único europeu depende de acordos que garantem mobilidade de trabalhadores.

O governo federal ainda não divulgou projeções oficiais sobre eventuais perdas de receita, mas empresários afirmam que setores como tecnologia, saúde e serviços financeiros poderiam enfrentar escassez de profissionais caso a migração seja restringida.

Enquanto o pleito não chega, ONGs de defesa de refugiados e entidades patronais intensificam campanhas opostas. De um lado, alertam para a necessidade de integração social; do outro, pedem proteção à identidade cultural do país alpino.

Em 14 de junho, os suíços decidirão se abrem ou fecham as portas para novos moradores — escolha que pode redefinir a relação da confederação com a Europa e com seu próprio mercado de trabalho. Acompanhe outros desdobramentos na nossa editoria de Brasil e fique por dentro das repercussões internacionais.

Crédito da imagem: iStock.com/assalve

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