STJ afasta governador do Tocantins por esquema na pandemia
STJ afasta governador do Tocantins por esquema na pandemia por 180 dias, após decisão do ministro Mauro Campbell Marques, que apontou indícios de desvio de R$ 73 milhões em contratos emergenciais firmados durante a Covid-19.
STJ afasta governador do Tocantins por esquema na pandemia
A medida cautelar, proferida na segunda fase da Operação Fames-19, retira do cargo o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e a primeira-dama Karynne Sotero Campos, secretária extraordinária de Participações Sociais. Segundo a Polícia Federal, os contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados, entre 2020 e 2021, foram superfaturados, gerando prejuízo de R$ 73 milhões ao erário.
Relatórios da PF indicam que parte do montante foi ocultada em imóveis de luxo, compra de gado e despesas pessoais. Na primeira fase da operação, em agosto de 2024, agentes apreenderam R$ 32,2 mil em espécie no gabinete do Palácio Araguaia e outros R$ 35,5 mil, US$ 1,1 mil e 80 euros no escritório particular do governador.
O despacho do Superior Tribunal de Justiça cita suspeitas de peculato, corrupção passiva, fraude a licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ao todo, 200 policiais federais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão em Tocantins, Distrito Federal, Paraíba e Maranhão.
Com o afastamento, o vice-governador Laurez Moreira (PSD) assume a administração estadual. Barbosa classificou a decisão como “precipitada”, alegando que os contratos foram assinados enquanto ocupava a vice-governadoria e não era ordenador de despesas. Ele afirmou ter determinado auditoria interna e vai recorrer para retomar o cargo.
Imagem: Isabelle Miranda
A Operação Fames-19 segue analisando movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo saques de alto valor em espécie que, segundo a PF, reforçam a continuidade dos atos ilícitos no Executivo tocantinense.
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Crédito da imagem: Money Times















