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Soja em alta em Chicago impulsionada por demanda chinesa

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Soja em alta em Chicago impulsionada por demanda chinesa

Soja em alta em Chicago impulsionada por demanda chinesa marca o terceiro avanço seguido dos contratos futuros na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, refletindo apostas em novas compras chinesas e um esmagamento recorde nos Estados Unidos.

Demanda asiática sustenta a cotação de US$ 11,41/bushel

O contrato mais negociado da soja encerrou o pregão com valorização de 7,50 centavos, a US$ 11,41 por bushel, patamar próximo da máxima de três meses atingida na sessão anterior. Analistas atribuem o fôlego às declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que mencionou a possibilidade de Pequim adquirir 8 milhões de toneladas adicionais do grão norte-americano.

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“O mercado quer ver, após o feriado do Ano-Novo Lunar, se a China realmente virá às compras”, explicou Jason Ward, diretor da Northstar Commodity. O interesse de Pequim, aliado a margens positivas para processadores, reforça o apetite pela oleaginosa.

Esmagamento recorde e projeções de plantio

Dados mensais da Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (NOPA) mostraram um recorde de esmagamento para janeiro nos EUA, enquanto os estoques de óleo de soja atingiram o nível mais alto desde abril de 2023. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a área a ser plantada com soja em 2026 deve chegar a 85 milhões de acres, acima dos 81,2 milhões do ano anterior e levemente superior à média projetada pelo mercado (84,9 milhões).

Embora a expansão do plantio tenda a limitar ganhos futuros, o momento ainda favorece altas. Já o milho, impactado pelo excesso de oferta e margens apertadas, recuou 1,25 centavo, para US$ 4,2575/bushel. O trigo avançou 12,50 centavos, encerrando a US$ 5,595/bushel, apoiado por cobertura de posições vendidas.

Produtor revê área de milho após safra recorde

Pressionados pela colheita volumosa de 2025 e pelo quarto ano seguido de rentabilidade estreita, agricultores norte-americanos indicam redução no plantio de milho para a safra 2026. Esse movimento pode sustentar parte da demanda por soja, que oferece melhor retorno neste momento.

Em resumo, o complexo de grãos reage a sinais mistos: otimismo com a possível retomada das compras chinesas de soja e cautela diante do aumento de área previsto pelo USDA. Acompanhe outras análises sobre commodities na editoria de Mercados do Minas Informa e mantenha-se atualizado.

Crédito da imagem: iStock.com/AngelaMacario

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