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Soja: Agricultores argentinos adiam vendas à espera de câmbio

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Soja: Agricultores argentinos adiam vendas à espera de câmbio

Soja: Agricultores argentinos adiam vendas à espera de câmbio é o cenário descrito em relatório da corretora ActivTrades, que mostra produtores retendo a colheita mesmo com preços internacionais mais altos.

Soja: Agricultores argentinos adiam vendas à espera de câmbio

Dados compilados até o fim de junho indicam que apenas 40% da safra 2025/26 foi comercializada, o menor percentual em dez anos. Do volume total, somente 21% já mudou de mãos nos contratos formais, de acordo com a análise assinada por Alexander Londono.

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Na Argentina, a soja costuma funcionar como reserva de valor. Agricultores preferem liquidar trigo, milho e girassol para cobrir custos imediatos, mantendo os grãos de maior rentabilidade armazenados enquanto aguardam um câmbio mais vantajoso, redução das alíquotas de exportação ou novas altas de preço.

Embora as cotações atuais superem as do ano passado, a alta inflação interna tem corroído ganhos, deixando a urgência de venda em segundo plano. Essa estratégia retarda a entrada de dólares no país, estimada sobre uma produção de 51,5 milhões de toneladas, pressiona o peso e dificulta a recomposição das reservas do Banco Central.

A indústria de processamento de oleaginosas também sente o impacto. Com menor oferta, o custo de aquisição aumenta, a produção de óleo e farelo encolhe e os embarques perdem ritmo, reduzindo a competitividade argentina no mercado global.

As atenções agora se voltam para o relatório de safra que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará em 10 de julho. Se o órgão elevar a projeção da colheita norte-americana para cerca de 120,7 milhões de toneladas, os preços podem recuar, incentivando vendas argentinas. Já um cenário de seca nos EUA sustentaria novas valorizações, estimulando ainda mais a retenção de estoques, segundo o estudo divulgado pela Reuters.

No curto prazo, analistas veem o compasso de espera como fator adicional de incerteza para a economia argentina, que depende das divisas do agronegócio para equilibrar as contas externas.

Para acompanhar mais análises sobre o setor agrícola e seus impactos econômicos, visite nossa editoria de Brasil e continue bem-informado.

Crédito da imagem: iStock.com/TinaFields

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