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EUA enviam sobreviventes de submarino de drogas ao Equador

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EUA enviam sobreviventes de submarino de drogas ao Equador

EUA enviam sobreviventes de submarino de drogas ao Equador e também à Colômbia, confirmou o presidente Donald Trump no sábado (data local). Os dois homens foram resgatados pela Marinha norte-americana após o ataque de quinta-feira (12) a uma embarcação submersível suspeita de transportar entorpecentes no Caribe.

Ataque e resgate no Caribe

De acordo com Trump, o submarino “muito grande” estava carregado “principalmente com fentanil e outras drogas ilegais” e se deslocava por uma rota já conhecida do narcotráfico rumo aos Estados Unidos. O bombardeio, cuja Pentagon divulgou vídeo em preto e branco, resultou na morte de dois tripulantes — um a mais do que informado inicialmente — e elevou para ao menos 29 o total de mortos em operações semelhantes desde setembro.

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Justificativa legal em debate

O governo argumenta que o país está “em conflito armado” com cartéis de drogas, usando a mesma base jurídica aplicada após os atentados de 11 de Setembro para combater o terrorismo. Especialistas citados pela imprensa norte-americana afirmam que a adoção dessa estratégia, que inclui ataques letais e detenções, desafia limites do direito internacional e pode gerar questionamentos constitucionais, especialmente se comparada à discussão sobre “combatentes inimigos” dos anos 2000.

Repatriação evita impasse judicial

Ao devolver os sobreviventes ao Equador e à Colômbia para detenção e possível processo, Washington evita definir o status legal deles no sistema de justiça dos EUA. A medida também dribla críticas no Congresso — onde parlamentares de ambos os partidos reclamam da falta de transparência sobre as operações — e reduz a possibilidade de disputas judiciais que marcaram a “guerra ao terror”.

Reação política no Capitólio

Apesar das preocupações, a maioria republicana no Senado rejeitou na semana passada proposta que condicionava novos ataques à autorização legislativa. Outra resolução, que tentaria impedir ações militares diretas contra a Venezuela, ainda está em análise.

Para entender como decisões de segurança externa dos EUA impactam a América Latina, leia também a cobertura especial em nossa editoria Brasil e acompanhe as próximas atualizações.

Crédito da imagem: Global News

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