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Soberania da Groenlândia é inegociável, diz premiê

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Soberania da Groenlândia é inegociável, diz premiê

Soberania da Groenlândia é inegociável, diz premiê foi a mensagem direta da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, ao comentar a proposta dos Estados Unidos de discutir um “acordo-quadro” sobre o território aliado à OTAN.

Soberania da Groenlândia é inegociável, diz premiê

Em nota divulgada nesta quinta-feira (22), Frederiksen deixou claro que “podemos negociar política, segurança, investimentos e economia, mas não a soberania”. A posição responde ao anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, de que teria alinhado com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, um futuro pacto envolvendo a Groenlândia e todo o Ártico.

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A Groenlândia é território semiautônomo da Dinamarca e integra a OTAN e a União Europeia por meio de Copenhague. Segundo Frederiksen, Rutte foi informado “antes e depois” da reunião com Trump em Davos, e garantiu que a aliança atlântica reconhece que “apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre assuntos que lhes dizem respeito”.

A primeira-ministra reiterou que o governo está aberto a dialogar com Washington sobre defesa no Ártico, incluindo o plano norte-americano “Golden Dome” de mísseis, desde que haja “pleno respeito à integridade territorial”.

Horas depois da declaração de Frederiksen, líderes da União Europeia se reúnem em Bruxelas para um jantar informal no qual a relação transatlântica e o futuro da Groenlândia estarão no centro da pauta. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que os 27 chefes de Estado e governo vão “coordenar o caminho a seguir” diante das novas pressões.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, reforçou apoio a Copenhague, dizendo que “Europa precisa fazer mais pela segurança do Ártico” dentro da OTAN. A fala ecoa a solidariedade declarada por Rutte e sublinha a unidade europeia frente aos interesses estratégicos de Washington.

Em Davos, Trump justificou o interesse norte-americano dizendo que se trata de “um pedaço de gelo, frio e mal localizado, mas vital para a paz mundial”. O porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, acrescentou que o presidente espera “atingir todas as metas estratégicas a custo muito baixo, para sempre”.

Especialistas lembram que o Ártico ganha importância militar e econômica à medida que o degelo facilita rotas marítimas e acesso a recursos. A OTAN, em nota oficial (nato.int), reconhece o “interesse transatlântico” na região, mas não menciona mudanças de soberania.

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Crédito da imagem: Global News

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