Síndrome de Havana: EUA exigem retirada de relatório falho
Síndrome de Havana: EUA exigem retirada de relatório falho abriu a sessão do Comitê de Inteligência da Câmara norte-americana nesta quinta-feira, quando altos funcionários de segurança afirmaram que a avaliação de 2025, que descartava participação estrangeira nos casos, “deve ser retirada” por conter falhas graves.
Síndrome de Havana: EUA exigem retirada de relatório falho
No início da audiência, o presidente do comitê, deputado Rick Crawford, acusou parte da comunidade de inteligência de “encobrir” evidências e de ter recorrido a estudos de saúde “fabricados” para alcançar a conclusão desejada. Ao ser questionada se o documento precisa ser revogado, a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, respondeu “sim”.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, o diretor do FBI, Kash Patel, o comandante interino da Agência de Segurança Nacional, tenente-general William Hartman, e o diretor da Agência de Inteligência de Defesa, tenente-general James Adams, concordaram publicamente.
Os primeiros casos da síndrome de Havana surgiram em 2016 entre diplomatas norte-americanos em Cuba e, meses depois, atingiram representantes canadenses. As vítimas relatam dores de cabeça, perda de memória, alterações de humor e náuseas. Para o advogado Paul Miller, que representa 17 diplomatas canadenses em ação contra Ottawa, “sempre houve um ator estrangeiro por trás” dos incidentes.
Em 2023, o Conselho Nacional de Inteligência dos EUA concluiu ser “muito improvável” que um adversário externo estivesse envolvido, posição reproduzida em relatório da chancelaria canadense em 2024. Entretanto, nova investigação televisionada da BBC e do programa “60 Minutes” apontou para possível dispositivo russo de energia dirigida capaz de provocar os sintomas.
Crawford lembrou que seu comitê divulgou, em dezembro de 2024, relatório indicando ser “cada vez mais provável” a responsabilidade de um inimigo estrangeiro em parte dos episódios. Ele criticou também estudos do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, de 2024, que não encontraram lesões cerebrais nos afetados, alegando que esses resultados abalaram a confiança do público nas agências.

Imagem: Internet
Questionado sobre nova apuração ou revisão das conclusões de 2024, o Ministério das Relações Exteriores do Canadá não se pronunciou. O processo movido pelos diplomatas permanece sob sigilo, e Miller afirma que a conduta governamental “desestimula futuros candidatos ao serviço exterior”.
O consenso raro entre as principais lideranças de segurança dos EUA pressiona a retirada imediata do relatório de 2025 e reabre o debate sobre se a síndrome de Havana configura, ou não, um ato hostil de um Estado estrangeiro.
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Crédito da imagem: AP Graphic
















