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Simpósio da UFJF discute os desafios da ONU e a nova ordem mundial em 2026

Imagem ilustrativa: Simpósio da UFJF discute os desafios da ONU e a nova ordem mundial em 2026
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O papel da ONU em um mundo em transformação

Em 2026, a Organização das Nações Unidas (ONU) completa 81 anos. Para marcar esta data, o Programa de Pós-Graduação em História (PPGHis) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) promove um simpósio que pretende discutir os desafios atuais enfrentados pela instituição e a complexa dinâmica da nova ordem mundial. O evento, intitulado “80+1: a ONU e a nova (des)ordem mundial”, ocorrerá entre os dias 22 e 25 de setembro e está aberto ao público, com inscrições gratuitas até 18 de setembro.

Este encontro é uma oportunidade para refletirmos sobre as transformações globais recentes, que incluem crises ambientais, mudanças econômicas, avanços tecnológicos e tensões culturais. A ONU, que desde sua fundação busca promover a cooperação internacional e os direitos humanos, enfrenta hoje desafios inéditos diante de um cenário mundial instável e repleto de novas disputas.

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Programação abrangente e multidisciplinar

A programação do simpósio é rica e diversificada, reunindo conferências, mesas temáticas, minicursos e cine debates que abordam temas centrais como pós-guerra, multilateralismo, democracia, direitos humanos, economia global e crises humanitárias.

Na abertura, marcada para 22 de setembro, a conferência “O judaísmo, a Shoah e Gaza/Palestina: outros novos genocídios?”, com o historiador Michel Gherman, propõe uma reflexão crítica sobre genocídios históricos e suas reverberações atuais. Nos dias seguintes, especialistas discutirão a atuação da Unesco, o Direito Internacional e as tensões que desafiam a ordem multilaterial, além do impacto do neoliberalismo em crise e das emergências humanitárias recentes.

Além disso, o simpósio disponibiliza minicursos entre os dias 23 e 25 de setembro, que serão realizados no Instituto de Ciências Humanas da UFJF. Entre os temas, destacam-se direitos humanos, direito internacional, a influência cultural do rock’n’roll na política global e a situação dos refugiados na América do Sul, ministrados por especialistas como Tânia Gerbi Veiga, Fernando Fernandes da Silva, Raul Amaro de Oliveira Lanari e Rafael Alberto González González.

Atividades culturais e lançamentos literários

Complementando os debates acadêmicos, o simpósio inclui uma série de cine debates que acontecerão entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, em diferentes espaços culturais de Juiz de Fora, como o Anfiteatro João Carriço, o Cine Alameda e o Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM). Os filmes selecionados tratam de temas urgentes para a ONU, incluindo documentários e obras que discutem políticas internacionais e direitos humanos.

Na área editorial, o evento conta com o lançamento de diversos livros que dialogam com o tema central do simpósio. Entre as obras, destacam-se estudos sobre política externa brasileira no período Vargas, fascismos, patrimonialismo, extrema direita contemporânea, tráfico internacional de bens culturais e o papel do rock na resistência cultural. Autores e organizadores renomados, como Filipe Queiroz de Campos, Wagner Alcides de Souza, Michel Gherman e Inês de Carvalho Costa, participam das apresentações.

Perspectivas e impactos do simpósio para o debate internacional

Este simpósio da UFJF chega em um momento crucial, em que a própria relevância da ONU é questionada diante das transformações geopolíticas globais. A ascensão de blocos regionais, o crescimento de nacionalismos e a crise do multilateralismo colocam em xeque a capacidade da organização em garantir a paz e a cooperação internacional.

Os debates sobre direitos humanos e preservação cultural são especialmente importantes para o Brasil e países vizinhos, que enfrentam desafios relacionados a refugiados, desigualdades sociais e conflitos por recursos naturais. A abordagem interdisciplinar do evento contribui para ampliar a compreensão dessas questões, ao integrar perspectivas históricas, jurídicas, culturais e políticas.

Além disso, o foco dado ao papel da cultura — por meio dos minicursos sobre música e dos cine debates — amplia o escopo tradicional das discussões sobre segurança internacional, mostrando que soft power e contestação cultural são elementos-chave na nova ordem mundial. Este olhar mais abrangente é fundamental para que os acadêmicos, estudantes e o público em geral possam compreender as complexas conexões entre cultura, política e economia no cenário global.

Conclusão

Ao promover um espaço plural e democrático para discutir a atuação da ONU e os desafios da nova ordem mundial, o simpósio da UFJF reafirma a importância da produção acadêmica comprometida com as questões globais contemporâneas. Eventos como este fortalecem o debate público e incentivam a reflexão crítica sobre os rumos da cooperação internacional e os processos que impactam diretamente as sociedades em escala global.

Para quem deseja acompanhar e aprofundar o conhecimento sobre esses temas, participar do simpósio pode ser uma oportunidade valiosa. Mais do que isso, o evento destaca como a universidade pode ser um agente ativo na construção de respostas para os dilemas do mundo atual.

Para mais informações sobre eventos e debates acadêmicos relevantes, confira também nosso conteúdo sobre Minas Gerais promove debate sobre cirurgia bariátrica e acesso ao tratamento da obesidade no Brasil, que reforça a importância do diálogo interdisciplinar em diferentes áreas do conhecimento.

Referência: tribunademinas.com.br

Revisado em 18 de setembro de 2026. Conteúdo revisado editorialmente antes da publicação.

Fontes consultadas: tribunademinas.com.br

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