Silvinei Vasques tem prisão preventiva ordenada por Moraes
Silvinei Vasques tem prisão preventiva ordenada por Moraes, decisão que levou à prisão do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na madrugada desta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, Paraguai, quando tentava embarcar para El Salvador.
Falha da tornozeleira motivou nova ordem de prisão
A conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que a tornozeleira eletrônica de Vasques deixou de transmitir dados de localização via GPS às 3h do dia 25 de dezembro. O canal de comunicação GPRS também parou de enviar informações cerca de dez horas depois.
No despacho, Moraes apontou que a falha indica descumprimento das medidas cautelares e tentativa de evasão. Equipes da Polícia Penal de Santa Catarina foram ao endereço de Vasques, em São José, às 20h25, mas o investigado já não estava no local. Imagens de segurança mostram que ele saiu às 19h22 da véspera de Natal em um Volkswagen Polo supostamente alugado.
Rota de fuga e prisão no Paraguai
Horas após deixar a residência, Vasques cruzou a fronteira e chegou a Assunção. A Agência Brasil informou que a Polícia Federal o localizou no momento em que realizava o check-in para um voo com destino a El Salvador. Detido, ele permanece à disposição da Justiça brasileira e deverá ser transferido para Brasília.
Contexto do processo
Ex-chefe da PRF, Silvinei Vasques responde a investigações que apuram suposto uso político da corporação em 2022. Desde setembro, ele cumpria prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. A quebra das condições impostas reforçou, segundo Moraes, o risco à ordem pública e a possibilidade de fuga, tornando a prisão preventiva necessária.

Imagem: Internet
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Crédito da imagem: Estadão Conteúdo















