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SETI@home entra na fase final de busca por alienígenas

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SETI@home entra na fase final de busca por alienígenas

SETI@home entra na fase final de busca por alienígenas enquanto cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley revisam os 100 sinais de rádio mais promissores coletados ao longo de 21 anos de trabalho colaborativo.

SETI@home entra na fase final de busca por alienígenas

Rede global gerou 12 bilhões de detecções

Lançado em 1999, o SETI@home mobilizou milhões de voluntários que cederam capacidade ociosa de seus computadores para processar dados do antigo radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico. O esforço de ciência cidadã resultou em um banco de 12 bilhões de detecções, boa parte formada por ruídos de satélites, transmissões de TV e até fornos de micro-ondas.

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Análise de supercomputadores reduziu ruído

Para separar sinais terrestres de possíveis mensagens extraterrestres, pesquisadores rodaram uma análise de Fourier em supercomputadores na Alemanha. Esse funil matemático comprimiu as bilhões de ocorrências a cerca de um milhão de candidatas e, depois, a apenas mil, que passaram por inspeção manual minuciosa.

FAST monitora os 100 alvos finais

Desde julho de 2025, o telescópio chinês FAST, com área de coleta oito vezes maior que a de Arecibo, vem apontando para as coordenadas dos 100 sinais remanescentes. Cada posição é observada por 15 minutos; a eventual repetição do sinal indicaria algo além de ruído aleatório. A equipe calcula que a chance de detectar civilizações inteligentes seja pequena, mas não desprezível.

Legado de ciência cidadã

Mesmo que não encontre vida fora da Terra, o projeto estabelece um marco na pesquisa astronômica colaborativa. De acordo com a Universidade da Califórnia em Berkeley, o SETI@home provou que redes de computadores domésticos podem rivalizar com supercomputadores de elite, ao mesmo tempo em que definem novos patamares de sensibilidade na busca por sinais cósmicos.

Os resultados consolidados foram divulgados em dois artigos no The Astronomical Journal em 2025: um detalha métodos de aquisição e processamento de dados; o outro descreve as descobertas até agora.

No encerramento desta etapa, os pesquisadores planejam publicar relatórios finais e disponibilizar a base de dados filtrada para a comunidade científica, mantendo viva a colaboração que impulsionou o projeto por mais de duas décadas.

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Crédito da imagem: BNU

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