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Sell in May: Ibovespa cai 6% em maio de 2026, pior desde 2023

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Sell in May: Ibovespa cai 6% em maio de 2026, pior desde 2023

Sell in May: Ibovespa cai 6% em maio de 2026, pior desde 2023 marca o fechamento mais fraco do principal índice da B3 em três anos, reacendendo dúvidas sobre a estratégia de “vender em maio e ir embora”.

Sell in May: Ibovespa cai 6% em maio de 2026, pior desde 2023

Pressionado por inflação persistente, incertezas políticas e um ambiente externo desfavorável, o Ibovespa deve encerrar o mês com queda próxima de 6%, salvo uma reação improvável no último pregão. Será o pior desempenho mensal desde 2023.

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De acordo com Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, quem seguiu o ditado de Wall Street se saiu melhor do que quem manteve posição. O recuo foi impulsionado por dois resultados negativos do IPCA e do IPCA-15, revisões para cima nas projeções de inflação e Selic no Boletim Focus, além de saídas expressivas de capital estrangeiro.

Hungria destaca ainda ruídos políticos – como pesquisas eleitorais e o debate sobre o fim da escala 61, que pode elevar custos de várias empresas – e a valorização das gigantes de tecnologia no exterior, que reduziram a atratividade de mercados emergentes. A tensão no Oriente Médio, sem definição de um acordo entre Estados Unidos e Irã, manteve o petróleo caro e adicionou pressão inflacionária.

Apesar do cenário adverso, o analista lembra que “ações não são apenas pedaços de papel”. Muitas companhias listadas entregaram balanços sólidos no 1T26, reforçando fundamentos para uma eventual virada quando o fluxo estrangeiro retornar. “Vender em maio fez sentido, mas eu não ficaria longe por muito tempo”, afirma.

Para junho, o desfecho do conflito no Oriente Médio será determinante. Uma trégua poderia derrubar o petróleo, reduzir expectativas de inflação, abrir espaço para cortes na Selic e reativar o apetite por risco. Enquanto isso, Hungria recomenda foco em empresas que “fazem a lição de casa” e mantêm projetos de crescimento robustos.

Análises semelhantes apontam na mesma direção. Segundo levantamento da Reuters, emergentes tendem a se recuperar rapidamente quando tensões geopolíticas arrefecem, desde que os fundamentos macro não se deteriorem.

Em resumo, o mês de maio confirmou o alerta do “Sell in May”, mas os especialistas ponderam que uma saída prolongada pode custar caro caso a bolsa se recupere. A recomendação é avaliar fundamentos e manter disciplina em carteiras diversificadas.

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Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli

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