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Selic a 15%: impacto no Ibovespa, juros futuros e dólar

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Selic a 15%: impacto no Ibovespa, juros futuros e dólar

Selic a 15% marca o maior patamar desde 2006 e, segundo analistas, deve provocar alta moderada no Ibovespa e no dólar, enquanto pressiona os juros futuros de curto prazo.

Selic a 15%: impacto no Ibovespa, juros futuros e dólar

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica em 15% ao ano nesta quarta-feira (10). Foi a quarta manutenção seguida, decisão unânime e já precificada pelo mercado, mas o comunicado reforçou o tom hawkish: expectativas de inflação acima da meta, atividade resiliente e mercado de trabalho aquecido justificam, na visão da autoridade, uma política monetária “significativamente contracionista” por um período prolongado.

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Para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, o BC “não abriu espaço para uma virada dove”. A leitura é compartilhada por José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, que vê o início do ciclo de cortes apenas em março, caso o Copom sinalize essa possibilidade na reunião de janeiro.

Reação esperada do Ibovespa

O índice EWZ, que replica o MSCI Brasil, chegou a avançar 0,81% logo após o anúncio, mas terminou o dia com ganho discreto de 0,09%, a US$ 32,77. Para Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital, o Ibovespa pode amanhecer em clima de “ressaca”, com investidores realizando lucros após a valorização de 0,69% registrada nesta quarta-feira. Bruno Perri, da Forum Investimentos, concorda e espera uma correção leve diante do comunicado mais duro.

Pressão nos juros futuros

Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) de curto prazo devem abrir em alta, refletindo a expectativa de manutenção da Selic também em janeiro. A equipe macro da Warren aposta num eventual flattening da curva caso o corte seja empurrado para março, movendo as taxas longas pouco e elevando as curtas.

Dólar e câmbio

A postura firme do BC tende a sustentar o real. A moeda norte-americana encerrou a sessão a R$ 5,4686, alta de 0,60%. Analistas da Warren lembram que juros elevados aumentam o diferencial de rendimento e podem atrair fluxo externo, limitando ganhos adicionais do dólar — cenário que dependerá também do ambiente internacional, como reforça o Banco Central.

Em síntese, a manutenção da Selic a 15% reforça cautela: bolsa deve oscilar levemente, curva de juros curtos pode subir e dólar tende a estabilidade com viés altista moderado.

Quer acompanhar os próximos capítulos da política monetária? Acesse nossas seções de análise e confira outras notícias econômicas.

Crédito da imagem: Bigc Studio

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