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Selic a 15% deve ficar elevada por tempo prolongado

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Selic a 15% deve ficar elevada por tempo prolongado

Selic a 15% deve ficar elevada por tempo prolongado, segundo a economista-chefe da Galapagos, Tatiana Pinheiro, após o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a taxa básica em 15% na reunião de 17 de setembro de 2025.

Selic a 15% deve ficar elevada por tempo prolongado

Pinheiro afirma que o Banco Central reforçou o “patamar significativamente contracionista” como estratégia para garantir a convergência da inflação à meta. O comunicado, avalia a especialista, repetiu o tom duro da reunião anterior e afastou a precificação de cortes imediatos pelos investidores.

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“Enquanto a autoridade monetária mantiver essa sinalização, o mercado reduz a aposta em queda de juros, contribuindo para arrefecer a demanda interna”, explicou. Apesar disso, o Copom manteve a porta aberta para ajustes de reunião a reunião, dependendo da trajetória inflacionária e do desempenho da atividade econômica.

A Galapagos projeta que o ciclo de afrouxamento monetário pode começar em dezembro. A economista prevê desaceleração mais forte da atividade nos próximos meses e valorização do câmbio, fatores que comporiam cenário favorável a cortes moderados. “Não veremos mais necessidade de juros a 9,5% de forma real; o debate passará a ser qual grau de aperto continuar garantindo a desinflação”, disse.

Pinheiro pondera que o ambiente externo, incluindo possíveis reduções de juros nos Estados Unidos, pode ajudar, mas não será decisivo. “O vetor central segue sendo a inflação doméstica. Se a queda dos preços se consolidar e a política fiscal permanecer contida, o BC terá espaço para flexibilizar.”

Na prática, o “plano de voo” do Copom é deixar os juros nominais elevados por período “bastante prolongado”. Entretanto, cortes não estão descartados, desde que o cenário econômico confirme perda de fôlego da atividade e estabilização dos índices de preços.

Para o investidor, a indicação de estabilidade prolongada na Selic sustenta retornos atraentes na renda fixa e impõe novos desafios à renda variável. A decisão será reavaliada na próxima reunião do Comitê, marcada para o fim de outubro.

Quer entender como a manutenção da Selic impacta outros setores? Acesse nossa editoria de Brasil e acompanhe análises completas.

Crédito da imagem: Reuters/Ueslei Marcelino

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