Selic a 14,75%: impactos previstos no Ibovespa e no dólar
Selic a 14,75%, após o primeiro corte de 0,25 ponto percentual promovido pelo Copom em 18 de março, domina as projeções para o pregão desta quinta-feira (19). Analistas consultados indicam leve alta do Ibovespa, pressão sobre os juros futuros de curto prazo e continuidade da valorização do dólar frente ao real.
Selic a 14,75%: impactos previstos no Ibovespa e no dólar
Rafael Rondinelli, economista da Mag Investimentos, avalia que a redução dos juros é positiva, mas insuficiente para disparar fortes movimentos na bolsa. A prévia do fundo EWZ, que replica o MSCI Brasil, caía 0,46% a US$ 36,09 às 20h04, sinalizando abertura mais amena para o Ibovespa. No pregão regular de quarta-feira, o índice brasileiro fechou em baixa de 0,43%, aos 179.639,91 pontos.
Na renda fixa, a equipe da Warren Rena projeta steepening moderado da curva: os trechos curtos tendem a cair menos — ou até subir — diante das recentes pressões inflacionárias. Na véspera, o DI para janeiro de 2027 avançou de 14,135% para 14,200%, enquanto o DI para janeiro de 2036 subiu de 13,790% para 13,880%.
No câmbio, o dólar à vista encerrou a quarta-feira cotado a R$ 5,2468, alta de 0,90%. Para Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, o cenário externo incerto deve sustentar o ganho da moeda nesta quinta. O Copom, em seu comunicado, mencionou o conflito no Irã iniciado em 28 de fevereiro como fator adicional de volatilidade global, reforçando a cautela para economias emergentes.
A decisão do Banco Central — unânime e em linha com a probabilidade de 64% precificada nas opções de Copom da B3 — busca manter a convergência da inflação à meta. Mesmo assim, estrategistas como Luis Felipe Vital e Cecilia Mazzoni enfatizam que o foco do mercado segue no panorama internacional, especialmente após novos episódios de tensão no Oriente Médio que podem pressionar preços de commodities.
Para entender melhor como o Comitê de Política Monetária atua, consulte a página oficial do Banco Central do Brasil, referência em dados econômicos.

Imagem: Liliane de Lima
No fechamento, as expectativas são de sessão volátil, porém sem grandes oscilações, com investidores avaliando se a trajetória de cortes continuará na próxima reunião do Copom.
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Crédito da imagem: Bigc Studio















