Selic a 14,75%: onde investir com juros altos
Selic a 14,75% marca um novo patamar para a política monetária brasileira e obriga investidores a reverem carteiras em meio a um mercado volátil, com Ibovespa em queda e prêmios elevados nos títulos atrelados ao IPCA.
Selic a 14,75%: onde investir com juros altos
Na última quarta-feira (18), o Banco Central reduziu a taxa básica de 15% para 14,75% ao ano. Apesar do corte, a reação do mercado foi imediata: no dia seguinte, as taxas dos títulos públicos voltaram a disparar e o Tesouro Educa+ ofereceu retorno real próximo de IPCA + 8% antes de um novo circuit break.
Sexta-feira (20), o Ibovespa recuava 1,65% no intraday, enquanto o dólar subia mais de 1% e o petróleo Brent se mantinha acima de US$ 109. O pano de fundo inclui ataques do Irã a polos de gás no Catar e tensões em Israel, além de um comunicado mais duro do Banco da Inglaterra, que esfriou a expectativa de corte de juros nos Estados Unidos em 2026.
Diante desse ambiente externo hostil e do custo de capital ainda elevado, a renda fixa continua a ser protagonista. Segundo Laís Costa, analista da Empiricus Research, uma classe de “títulos premium” isenta de Imposto de Renda pode entregar até 7,97% ao ano de retorno real, superando a inflação e rivalizando com as NTN-B de longo prazo.
A especialista destaca que, mesmo com a tendência de flexibilização monetária, a sensibilidade global aos conflitos geopolíticos justifica a preferência por ativos indexados ao IPCA. “É possível travar hoje um ganho real próximo de 8% ao ano sem IR, algo raro em históricos recentes”, ressalta.
Para perfis conservadores, a dica é aproveitar o prêmio ainda alto em NTN-B 2035 e 2045, protegendo poder de compra por décadas. Já quem tolera um pouco mais de risco pode olhar para debêntures ou certificados incentivados, que replicam a dinâmica da renda fixa, mas com bônus tributário.

Imagem: Isabelle Santos
Nesse cenário, a diversificação continua essencial: manter caixa em pós-fixados, alocar parte em papéis indexados à inflação e, gradualmente, recompor exposição a Bolsa quando o prêmio de risco ficar mais atraente.
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Crédito da imagem: Money Times















