Seguro de vida de Odete Roitman: vilão perde indenização
Seguro de vida de Odete Roitman: vilão perde indenização abre o debate jurídico no remake de “Vale Tudo”, cujo capítulo com a morte da empresária vai ao ar nesta segunda-feira (6/10/2025). A pergunta “Quem matou Odete Roitman?” volta a ecoar, mas outra questão move bastidores e fãs: caso o assassino esteja indicado na apólice, ele poderia receber a indenização?
Seguro de vida de Odete Roitman: vilão perde indenização
No folhetim original de 1989, Leila (Cássia Kis) confessou o disparo fatal. Agora, a autora Manuela Dias confirma apenas cinco suspeitos e a gravação de dez finais diferentes para manter o mistério. A discussão sobre o seguro de vida da personagem, porém, não depende de roteiro: está escrita no Código Civil.
O artigo 1.814 determina que herdeiros condenados por homicídio doloso contra o titular são excluídos da sucessão. A mesma lógica se aplica ao seguro de vida, mesmo que o benefício não integre formalmente a herança. “Ninguém pode lucrar com o próprio crime”, ressalta Marina Mota, diretora de expansão do Grupo Caburé Seguros.
Na prática, se o assassino de Odete constasse como beneficiário, a seguradora negaria o pagamento alegando ato intencional e má-fé contratual. O processo judicial envolveria família, Ministério Público e a companhia de seguros, mas o desfecho tende a ser único: exclusão do culpado e suspensão da indenização até decisão definitiva.
Caso a culpa fosse provada, o valor poderia ser redistribuído aos demais beneficiários legítimos ou, na falta deles, retornar ao espólio. “A apólice robusta que Odete certamente teria não salvaria o criminoso do prejuízo”, explica a executiva. A posição segue orientação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regula o setor no país.
A novela demonstra, ainda que de forma ficcional, como cláusulas sobre homicídio intencional protegem seguradoras e sociedade. Sem elas, crimes poderiam ser incentivados pela expectativa de ganho financeiro, contrariando o princípio de preservação da vida.
Imagem: Isabelle Miranda
Enquanto o público aguarda o tiro que redefinirá o horário nobre, juristas destacam: no mundo real, matar e herdar continuam verbos incompatíveis. E nenhum final alternativo muda essa regra.
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Crédito da imagem: Divulgação Globo















