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Saúde indígena: Minas Gerais lidera política de atenção

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Saúde indígena: Minas Gerais lidera política de atenção

Saúde indígena: Minas Gerais lidera política de atenção impulsiona o novo encontro do Comitê de Saúde Integral da População Indígena, realizado nesta quarta-feira (29/4) na sede do Cosems-MG, em Belo Horizonte. A reunião, comandada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), reuniu lideranças de todas as etnias do estado para traçar o planejamento de ações e definir a alocação de recursos voltados aos povos originários.

Participação indígena orienta decisões financeiras

Com representação de 103 aldeias distribuídas em 22 municípios, o comitê garantiu a participação social no processo de pactuação financeira. Segundo Ciro Cesar de Carvalho, coordenador de Políticas de Promoção da Equidade em Saúde da SES-MG, o estado tornou-se referência nacional ao instituir, de forma sistemática, o cofinanciamento estadual da atenção primária indígena, algo inédito no país.

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Cofinanciamento fortalece atenção básica

O modelo mineiro prevê repasse direto de verbas estaduais aos municípios com população indígena, complementando os recursos federais. Essa estratégia reforça infraestrutura, compra de insumos e qualificação das equipes, reduzindo desigualdades históricas no acesso aos serviços de saúde. De acordo com Carvalho, “a medida amplia o cuidado e combate as iniquidades em saúde dos povos indígenas”.

Integração com políticas nacionais

As ações estaduais são complementares à Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, priorizando equidade e respeito às especificidades culturais. Além do aporte financeiro, o governo mineiro promove apoio técnico, monitoramento contínuo e avaliação de resultados, investindo em unidades básicas de saúde indígenas, transporte sanitário e equipes itinerantes.

Números que embasam a iniciativa

Minas Gerais abriga cerca de 15.600 indígenas de diversas etnias, e o fortalecimento da atenção primária é apontado pela SES-MG como essencial para cobrir todo o território. Os recursos adicionais viabilizam consultas, imunizações, ações de prevenção e campanhas educativas adaptadas às realidades locais.

Com a consolidação do cofinanciamento e a continuidade do diálogo com as lideranças, o estado reforça seu papel de vanguarda na saúde indígena e aponta caminhos para outros entes federativos replicarem o modelo.

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Crédito da imagem: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

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