Sanções da UE contra Israel avançam após ofensiva em Gaza
Sanções da UE contra Israel avançam após ofensiva em Gaza. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta quarta-feira (XX/XX) que apresentará aos 27 Estados-membros um pacote de sanções e a suspensão parcial de acordos comerciais com Israel, em reação à operação militar israelense na Faixa de Gaza.
Punições econômicas e congelamento de recursos
Segundo Von der Leyen, o plano inclui a interrupção imediata de pagamentos bilaterais do Executivo europeu a Israel, preservando apenas iniciativas com a sociedade civil e o memorial do Holocausto Yad Vashem. A dirigente admitiu que o bloco está “profundamente dividido” sobre o tema e que será necessário apoio da maioria qualificada para levar adiante as restrições.
A líder do Executivo comunitário também anunciou a criação, em abril, de um grupo de doadores para a Palestina, voltado à futura reconstrução de Gaza. “A fome induzida nunca pode ser usada como arma de guerra. Pelo bem das crianças, pela humanidade, isso precisa parar”, declarou, sob aplausos no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.
Dados do Ministério da Saúde de Gaza indicam 126 mortes por desnutrição desde que especialistas internacionais declararam estado de fome na região, em 22 de agosto. Ao todo, 404 pessoas — 141 delas crianças — teriam morrido de causas relacionadas à escassez de alimentos desde o início do conflito, há quase dois anos.
Reações opostas de Israel e contexto do conflito
O chanceler israelense, Gideon Saar, afirmou em rede social que Von der Leyen “cedeu a pressões que prejudicam as relações Israel-Europa” e que a iniciativa dará “ânimo ao Hamas”. Na véspera, o Exército de Israel ordenou a evacuação de Gaza City, justificando planos de retomar a área, considerada o último bastião do grupo militante.
Estima-se que 1 milhão de palestinos, metade da população do enclave, viva no norte de Gaza, muitos exaustos após sucessivas remoções internas. De acordo com o Ministério da Saúde local, mais de 64,6 mil palestinos morreram desde outubro de 2023, quando o Hamas matou cerca de 1,2 mil israelenses e sequestrou 251 pessoas, das quais 48 permanecem em cativeiro.
Imagem: Staff The Associated Pres
Especialistas veem a proposta europeia como um marco na relação entre Bruxelas e Jerusalém. Detalhes sobre a extensão da suspensão comercial ainda não foram divulgados, mas a Comissão estuda medidas semelhantes às aplicadas em 2022 contra a Rússia, segundo a BBC.
Para acompanhar como o Brasil reage a crises internacionais, visite nossa seção Brasil e continue informado.
Crédito da imagem: Globalnews.ca















