Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Sanções da ONU contra Irã: E3 aciona mecanismo de retorno

Sanções da ONU contra Irã: E3 aciona mecanismo de retorno

Advertisements
Advertisements

Sanções da ONU contra Irã: E3 aciona mecanismo de retorno

Sanções da ONU contra Irã: E3 aciona mecanismo de retorno dominam o noticiário depois que Reino Unido, França e Alemanha notificaram nesta quinta-feira (12) o Conselho de Segurança, iniciando o prazo de 30 dias para restabelecer as penalidades suspensas em 2015.

Sanções da ONU contra Irã: E3 aciona mecanismo de retorno

A chamada E3 optou por disparar o “snapback” antes de perder, em meados de outubro, a prerrogativa de restaurar todas as sanções retiradas no âmbito do Acordo Nuclear de 2015. Em carta encaminhada às Nações Unidas, o grupo afirma que Teerã viola obrigações que visavam impedir o desenvolvimento de armas nucleares.

Advertisements
Advertisements

Os três países europeus realizaram diversas rodadas de negociações com representantes iranianos desde que Israel e Estados Unidos bombardearam instalações nucleares iranianas em junho. A última tentativa, ocorrida em Genebra na terça-feira, não produziu “compromissos tangíveis suficientes”, segundo o documento.

A agência Reuters informa que a E3 chegou a oferecer prorrogação de até seis meses no gatilho do snapback, caso o Irã retomasse inspeções integrais da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e aceitasse dialogar diretamente com Washington. A proposta foi recusada.

Pelo procedimento das Nações Unidas, o restabelecimento das punições — que abrangem setores financeiro, bancário, de hidrocarbonetos e de defesa — ocorre automaticamente após 30 dias, salvo se houver veto do próprio Conselho. Autoridades iranianas alertaram para uma “resposta dura” caso as restrições sejam reimpostas.

Internamente, o governo de Teerã enfrenta divisões: alas conservadoras defendem confronto, enquanto moderados pregam a diplomacia. A moeda local, o rial, voltou a cair depois da divulgação da carta europeia, refletindo o temor de maior isolamento econômico.

Relatórios da AIEA indicam que o Irã tem enriquecido urânio a 60% de pureza — um passo técnico abaixo dos 90% necessários para armamento. O Ocidente sustenta que esse nível supera qualquer demanda civil; Teerã nega a intenção de produzir ogivas.

Se até o fim de setembro o Irã apresentar garantias “claras e verificáveis”, os europeus dizem poder reconsiderar a ativação definitiva do snapback. Caso contrário, a volta integral das sanções deverá intensificar a pressão internacional sobre o programa nuclear iraniano.

Para acompanhar outras análises sobre segurança global, visite nossa editoria Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: Global News

Advertisements
Advertisements

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *