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Sanções à Coreia do Norte: Canadá intensifica patrulhas

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Sanções à Coreia do Norte: Canadá intensifica patrulhas

Sanções à Coreia do Norte motivam voos regulares da Força Aérea Real Canadense (RCAF) a partir de Okinawa, no Japão. Em madrugadas alternadas, cerca de 15 militares embarcam no veterano CP-140 Aurora para vigiar embarcações suspeitas de abastecer o regime de Kim Jong Un, cuja posição, segundo analistas, nunca foi tão fortalecida.

Sanções à Coreia do Norte: Canadá intensifica patrulhas

A aeronave, em serviço desde os anos 1980, exibe cinzeiros e manchas de nicotina, mas foi equipada com câmeras e radares de última geração. “As informações coletadas diariamente são vitais para que os aliados interpretem e apliquem as sanções”, explicou o brigadeiro-general Jeff Davis, com 35 anos de experiência na RCAF.

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Durante os voos de até nove horas sobre o Mar Amarelo e o Mar da China Oriental, a tripulação busca navios que navegam próximos uns dos outros ou com transponders AIS desligados, indícios de transferência ilegal de combustível. Quando identifica um alvo, o Aurora desce a 300 pés para registrar fotos e vídeos em alta resolução.

Essas patrulhas integram a Operation Neon, na qual Austrália, França, Alemanha, Itália, Japão, Países Baixos, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos também participam. Relatórios são enviados à inteligência aliada para confirmar violações e responsabilizar armadores ou empresas.

O trabalho ficou mais difícil após a Rússia vetar, em 2024, a renovação do painel de especialistas da ONU que investigava essas infrações. Para Christopher Green, consultor do International Crisis Group, a decisão “minou o regime de sanções” e favoreceu Pyongyang, que fornece munição a Moscou em troca de petróleo e tecnologia militar.

Além do apoio russo, a China é acusada de amenizar pressões sobre o vizinho. Durante uma recente missão, caças chineses interceptaram o Aurora três vezes, em distâncias consideradas seguras, mas frequentes. Em 2023, incidente semelhante levou o Canadá a protestar oficialmente junto a Pequim.

Com novos motores de foguete de combustível sólido e planos para submarinos nucleares, Kim Jong Un avança no programa balístico. “Pyongyang sente-se livre para expandir capacidades que podem impactar a segurança da península por décadas”, avaliou Jonathan Corrado, do The Korea Society.

Enquanto diplomatas discutem, as patrulhas canadenses continuam a decolar antes do amanhecer, reforçando que, mesmo com a erosão dos mecanismos multilaterais, a fiscalização aérea segue como a principal linha de defesa contra o fluxo clandestino de recursos ao regime norte-coreano.

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Crédito da imagem: Darren Twiss / Global News

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