SAF do Cruzeiro prevê autossustentabilidade em 8 anos
SAF do Cruzeiro prevê autossustentabilidade em 8 anos ao manter aportes financeiros rigidamente planejados, segundo o vice-presidente Pedro Junio. A estratégia, iniciada em 2024 com a entrada de Pedro Lourenço como sócio majoritário, calcula que o clube caminhe com as próprias receitas entre seis e oito temporadas.
Investimentos programados sustentam projeto competitivo
Todos os recursos injetados na Sociedade Anônima do Futebol estavam agendados, incluindo os 30 milhões de euros (R$ 180 milhões) pagos ao Zenit pela contratação do meio-campista Gerson — a maior da história celeste. Sem esses movimentos, afirma Pedro Junio, seria inviável rivalizar com Flamengo e Palmeiras, clubes que hoje faturam perto de R$ 2 bilhões por ano.
Além de Gerson, a SAF desembolsou R$ 44 milhões pelo zagueiro Fabrício Bruno em janeiro de 2025 e mais de R$ 50 milhões pelo atacante Keny Arroyo em agosto do mesmo ano. O objetivo é qualificar o elenco para disputar títulos da Copa Libertadores, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.
Receitas crescem, dívidas se mantêm estáveis
O faturamento bruto do Cruzeiro saltou de R$ 307 milhões em 2024 para R$ 648 milhões em 2025, impulsionado pelo avanço de patrocínios, que pularam de R$ 50,7 milhões para R$ 280 milhões. Houve acréscimo também em direitos de transmissão, bilheteria, programa de sócio, royalties e publicidade.
Mesmo com o aumento das receitas, a dívida total permaneceu em torno de R$ 1,275 bilhão, metade dela inserida no plano de recuperação judicial que se estende até 2041. Para equilibrar as contas sem novos aportes, a gestão aposta em participação anual na fase de grupos da Libertadores, melhores campanhas nas copas nacionais e venda estratégica de atletas.
Meta: clube independente em médio prazo
Pedro Junio reforça que os aportes devem diminuir gradativamente. “Planejamos no máximo oito anos para o Cruzeiro andar com as próprias pernas. Isso passa por um elenco competitivo, presença constante nos principais campeonatos e conquistas”, declarou ao portal No Ataque.

Imagem: Alexandre Guzanshe
A participação em competições continentais também é vista como essencial para turbinar receitas. De acordo com a Conmebol, apenas chegar à fase de grupos da Libertadores garante premiação milionária, fator que pode acelerar o caminho para a autossustentabilidade.
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Crédito da imagem: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press















