Roubo no Louvre foi obra de ladrões comuns, diz promotora
Roubo no Louvre foi praticado por criminosos de pequeno porte, e não por uma quadrilha profissional, confirmou a promotora de Paris, Laure Beccuau, em entrevista à rádio Franceinfo neste domingo.
Suspeitos são moradores da periferia de Paris
Segundo Beccuau, os quatro investigados vivem em Seine-Saint-Denis, região de classe trabalhadora ao norte da capital francesa. Dois homens já tinham antecedentes: um deles, de 37 anos, acumula dez condenações por furto; outro possui duas. Ambos chegaram a ser condenados juntos por um assalto em 2015.
No sábado, uma mulher de 38 anos, companheira do principal suspeito, foi indiciada por cumplicidade em furto organizado e conspiração criminosa. A promotora observou que o perfil do grupo foge ao padrão de crimes de alto nível: “Pessoas sem ligação profunda com o crime organizado avançam rapidamente para delitos extremamente graves”, resumiu.
Joias avaliadas em US$ 102 milhões seguem desaparecidas
O ataque ocorreu em 19 de outubro, quando a quadrilha quebrou uma janela da Galeria Apolo às 9h30 e deixou o local apenas oito minutos depois, levando um tesouro estimado em US$ 102 milhões. Entre as peças subtraídas estão um colar de diamantes e esmeraldas presente de Napoleão a Maria Luísa e a tiara de pérolas e diamantes da imperatriz Eugênia. Apenas a coroa de Eugênia foi recuperada, danificada, após ser descartada na fuga.
Modus operandi ousado e investigação em andamento
Para acessar o andar superior do museu mais visitado do mundo, os ladrões roubaram um caminhão com plataforma elevatória nove dias antes. Câmeras mostram o grupo escapando em scooters logo após o arrombamento. Até o momento não há evidências de participação interna, mas a polícia não descarta que a rede vá além dos quatro identificados. Detalhes adicionais podem ser acompanhados em reportagens da BBC, que também cobre o caso.

Imagem: Rachel Goodman Global
O quarto integrante do bando continua foragido. A promotora reforçou que as buscas prosseguem e pediu ajuda da população para localizar tanto o suspeito quanto as joias desaparecidas.
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Crédito da imagem: MAEVA DESTOMBES/Hans Lucas/AFP via Getty Images















