Roubo de joias no Louvre: polícia prende mais 4 suspeitos
Roubo de joias no Louvre: polícia prende mais 4 suspeitos marcou novo avanço da investigação sobre o assalto de 19 de outubro, quando um bando levou joias avaliadas em US$ 102 milhões do museu mais visitado do mundo.
Roubo de joias no Louvre: polícia prende mais 4 suspeitos
A Promotoria de Paris informou nesta terça-feira (5) a prisão de duas mulheres e dois homens, com idades entre 31 e 40 anos, todos residentes na região metropolitana da capital francesa. Eles podem ficar detidos para interrogatório por até 96 horas enquanto os investigadores definem a participação de cada um na ação criminosa.
De acordo com a procuradora Laure Beccuau, um dos detidos, de 39 anos e já conhecido pela polícia, é apontado como o quarto integrante do comando que invadiu o Louvre em plena luz do dia. Os outros três supostos membros do grupo haviam sido capturados anteriormente e enfrentam acusações preliminares de furto em quadrilha organizada e conspiração criminosa. Laudos de DNA ligam o trio à cena do crime e a objetos usados no golpe.
O saque incluiu peças históricas, como o colar de diamantes e esmeraldas que Napoleão ofereceu à imperatriz Maria Luísa, além de joias associadas às rainhas Maria-Amélia e Hortênsia e a tiara de pérolas e diamantes da imperatriz Eugênia. Nenhum dos itens foi recuperado até o momento.
Segundo reportagem da BBC, os ladrões levaram menos de oito minutos para entrar pela janela de serviço, alcançar a Galeria Apolo por um elevador de carga, cortar vitrines com serras elétricas e fugir em duas motos. A coroa cravejada de mais de 1,3 mil diamantes pertencente à esposa de Napoleão III foi abandonada nas proximidades do museu logo após o roubo.
O episódio reacendeu o debate sobre a segurança do Louvre. Críticos apontam que, apesar de investimentos em aquisições artísticas, o sistema de vigilância não acompanhou o ritmo de modernização exigido para proteger acervos de valor inestimável.

Imagem: John Leicester and Sylvie Corbet
As autoridades francesas mantêm sigilo sobre novas diligências, mas não descartam novas prisões enquanto tentam rastrear o paradeiro das joias imperiais.
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Crédito da imagem: STEPHANE DE SAKUTIN/AFP via Getty Images















