Roteiro cultural COP30 coloca Belém como destino sustentável
Roteiro cultural COP30 coloca Belém como destino sustentável marcou 2025 ao estruturar experiências que unem patrimônio histórico, economia criativa e práticas de baixo impacto ambiental, consolidando a capital paraense como referência em turismo sustentável.
Roteiro cultural COP30 coloca Belém como destino sustentável
Idealizado pelo Governo Federal e desenvolvido com o apoio da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), o projeto obteve financiamento de Banco do Brasil, BNDES, Caixa, Itaipu Binacional e Banco da Amazônia. A iniciativa nasceu para potencializar os efeitos econômicos, culturais e simbólicos da 30ª Conferência do Clima da ONU em Belém e, desde então, tornou-se instrumento permanente de valorização territorial.
Durante a COP30, aproximadamente 300 mil visitantes transitaram pela Zona Verde do evento. O roteiro funcionou como ferramenta de ordenamento, estimulando a permanência dos turistas em áreas históricas, como o Ver-o-Peso, o Cinema Olympia e a Estação das Docas. Muitos desses equipamentos passaram por restauração, aumentando acessibilidade, integração urbana e uso público.
A proposta baseou-se em três eixos: cultura, história e sustentabilidade. Para reduzir a pegada de carbono, os deslocamentos priorizaram transporte fluvial e modais não motorizados, enquanto estandes e sinalizações utilizaram madeira de manejo responsável da floresta amazônica. Conteúdos educativos destacaram compromissos discutidos na conferência, alinhando a experiência turística à agenda climática global defendida por organismos como a UNESCO.
Cerca de três mil pessoas, entre delegações internacionais, moradores e turistas, participaram diretamente das atividades propostas. A operação contou ainda com 50 monitores bilíngues formados pela Escola Nacional do Turismo, reforçando a geração de emprego qualificado e elevando o padrão de atendimento em um período de alta demanda.
Para Telma Teixeira, coordenadora de Cooperação da OEI no Brasil, o legado vai além do fluxo de visitantes: “O roteiro integrou preservação ambiental, valorização cultural e desenvolvimento econômico de forma acessível, consolidando Belém no mapa do turismo sustentável”.

Imagem: Divulgação OEI
Intervenções em espaços como o Terminal Hidroviário Internacional e a Casa BNDES/Mercedários favoreceram a dinamização econômica dos entornos, impulsionando pequenos empreendedores da economia criativa local. Estudos preliminares do Ministério do Turismo apontam aumento da permanência média dos visitantes e maior dispersão de gastos pela cidade.
Com a consolidação do roteiro, Belém encerra 2025 preparada para receber novos eventos internacionais e para avançar em políticas públicas de desenvolvimento sustentável, servindo de modelo a outras capitais brasileiras interessadas em conciliar crescimento turístico e conservação ambiental.
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Crédito da imagem: Divulgação OEI















