Belo Horizonte, 22 de julho de 2025 — O atacante Rony, contratado pelo Atlético no início desta temporada, acionou o clube na Justiça do Trabalho pedindo a rescisão indireta de seu contrato, alegando constantes atrasos nos pagamentos de salários, direitos de imagem e FGTS. A ação corre em segredo de Justiça, mas foi confirmada por fontes próximas ao processo.
De acordo com a petição inicial, o jogador estaria insatisfeito com a recorrente inadimplência do clube, que não teria honrado diversas parcelas contratuais, incluindo depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O estafe jurídico do atleta argumenta que a situação inviabilizou a continuidade da relação de trabalho, caracterizando o chamado “justa causa invertida”.
A situação de Rony não é isolada. O Atlético-MG enfrenta um cenário financeiro delicado, com dívidas milionárias acumuladas nos últimos anos, mesmo com o aumento de receitas provenientes da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e da venda de jogadores. Segundo especialistas, o pedido de rescisão pode abrir precedentes para outros atletas com pendências semelhantes.
Internamente, o clube trata o caso com cautela e não se manifestou oficialmente até o momento. No entanto, membros da diretoria trabalham para um possível acordo extrajudicial, a fim de evitar sanções desportivas ou prejuízos à imagem institucional.
Rony foi contratado como reforço estratégico para a temporada, após passagem de destaque por clubes do eixo Sul-Sudeste. No Atlético, ele teve participação tímida em campo, alternando entre o time titular e o banco de reservas.
O pedido de rescisão judicial deve ser analisado nos próximos dias pela Vara do Trabalho de Belo Horizonte. Caso a Justiça aceite o argumento do jogador, ele poderá deixar o clube de forma imediata, sem pagamento de multa rescisória, e ainda terá direito a receber valores atrasados corrigidos judicialmente.
O caso gera repercussão entre torcedores e especialistas em direito desportivo, que destacam a importância da regularidade financeira dos clubes para a manutenção da credibilidade do futebol brasileiro.
















