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Ronaldo Fenômeno no banco na Copa de 1994, diz Parreira

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Ronaldo Fenômeno no banco na Copa de 1994, diz Parreira

Ronaldo Fenômeno no banco na Copa de 1994, diz Parreira é o ponto central de uma história que começou quando o então atacante do Cruzeiro, com apenas 17 anos, foi convocado por Carlos Alberto Parreira para o Mundial dos Estados Unidos. Mesmo apontado como a maior revelação da Raposa e já chamado de “Fenômeno”, o jovem não entrou em campo durante os sete jogos que levaram o Brasil ao tetracampeonato.

Promessa cruzeirense ficou atrás de Romário, Bebeto e Muller

Em 1994, Parreira dispunha de uma dupla titular formada por Romário, do Barcelona, e Bebeto, do La Coruña. Na fila de suplentes estavam Muller, do São Paulo, Ronaldo, do Cruzeiro, e Viola, do Corinthians. Segundo o treinador, a experiência era decisiva: “Se eu precisasse mexer, o Muller ainda estava na frente dele, pois já tinha jogado Copa”, afirmou em entrevista ao canal Basticast.

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Parreira justifica decisão quase 30 anos depois

Questionado sobre a ausência de Ronaldo em campo, Parreira reforçou que não havia espaço para a joia mineira sem retirar um dos protagonistas do título. “A pergunta é: se boto o Ronaldo, tiro quem? Bebeto ou Romário?”, brincou o técnico, lembrando ainda que levar o adolescente já foi “um privilégio” e uma aposta no futuro do futebol brasileiro.

Números impressionantes antes do Mundial

Contratado pelo Cruzeiro em 1993 após se destacar no São Cristóvão, do Rio de Janeiro, Ronaldo pulou rapidamente das categorias de base para o profissional. Entre maio de 1993 e maio de 1994, anotou 56 gols em 58 partidas, conquistando o Campeonato Mineiro de 1994 como artilheiro e sendo goleador da Supercopa Libertadores de 1993. Esses feitos tornaram a convocação praticamente obrigatória, como reconheceu o próprio Parreira.

Estreia e primeiros gols pela Seleção

A primeira aparição de R9 com a Amarelinha ocorreu em 25 de março de 1994, quando atuou dez minutos na vitória por 2 a 0 sobre a Argentina, em Recife. Pouco depois, balançou as redes no 3 a 0 sobre a Islândia, em 4 de maio, em Florianópolis. Ao final da carreira, o atacante somaria 62 gols em 98 jogos pela Seleção, sendo 15 em Copas do Mundo — marca que o coloca entre os maiores artilheiros da competição, segundo dados da FIFA.

Mesmo sem um minuto em campo nos Estados Unidos, a experiência serviu de aprendizado. Cinco anos depois, Ronaldo lideraria o time na campanha do penta, consolidando a promessa vista no Cruzeiro.

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Crédito da imagem: Washington Alves/EM D.A Press

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