Rodrigo Pacheco perde apoio e PT busca nome alternativo
Rodrigo Pacheco perde apoio e PT busca nome alternativo é o cenário que ganha força na base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o silêncio do senador mineiro sobre a corrida pelo governo de Minas Gerais em 2026.
Rodrigo Pacheco perde apoio e PT busca nome alternativo
Esperava-se que Rodrigo Pacheco (PSD) anunciasse até o fim deste mês de dezembro se aceitaria subir ao palanque de Lula como candidato a governador. A indefinição, contudo, irrita siglas da coalizão governista. O senador, frustrado por não ter sido indicado à vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, mantém distância de articulações partidárias e já cogita, segundo interlocutores, encerrar a carreira política.
O primeiro indício dessa retirada é a falta de movimento para escolher uma nova legenda. O PSD apoia o vice-governador Mateus Simões, e convites recebidos de outras siglas seguem sem resposta. Diante do impasse, o PT estuda reaproximação com o PDT, que oferece o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil como opção. A deputada federal Duda Salabert declarou, em entrevista recente, que “se o PT tiver juízo, apoia Kalil”, mas quadros petistas resistem à ideia por considerarem o ex-prefeito pouco afeito a orientações externas.
Sem consenso, surge no radar o nome do ex-ministro Walfrido Mares Guia. Aos 83 anos, o ex-vice-governador mineiro mantém relações próximas com Lula e trânsito em diferentes correntes partidárias. A hipótese ganhou corpo após a prefeita de Contagem, Marília Campos, reiterar preferência pelo Senado e Margarida Salomão confirmar que cumprirá o mandato em Juiz de Fora.
Outro ator em análise é o União Brasil. A sigla, que voltou ao primeiro escalão do governo federal com mais um ministro, avalia seu papel na sucessão mineira. A falta de entusiasmo com Mateus Simões decorre tanto de seu desempenho nas pesquisas quanto de rearranjos nacionais, já que a federação com o PP enfrenta incertezas. Relatório da Folha de S.Paulo aponta que negociações regionais serão decisivas para a montagem de palanques em 2026.

Imagem: Paulo Cesar Magella
Com o cronômetro eleitoral avançando, dirigentes petistas admitem que a busca por um nome competitivo precisa ser concluída no primeiro trimestre de 2026. Caso Pacheco confirme a saída de cena, Kalil e Mares Guia despontam como alternativas viáveis, mas a costura de alianças dependerá de concessões internas e de alinhamentos nacionais.
Para acompanhar os próximos movimentos da sucessão mineira e outras análises políticas, leia também nossa cobertura em Brasil.
Crédito da imagem: Paulo Cesar Magella















