Roberto Gaúcho recorda gol na Bombonera 30 anos depois
Roberto Gaúcho recorda gol na Bombonera 30 anos depois e descreve, em detalhes, a noite de 16 de março de 1994, quando decidiu a vitória do Cruzeiro por 2 a 1 sobre o Boca Juniors na fase de grupos da Copa Libertadores.
Roberto Gaúcho recorda gol na Bombonera 30 anos depois
Em entrevista exclusiva, o ex-ponta-esquerda afirmou que ainda sente a vibração da arquibancada lotada e a hostilidade que cercou o ônibus celeste na chegada a La Bombonera. Ele rememora o lance decisivo: “Ademir roubou a bola, Luiz Fernando deu o passe e eu fuzilei Navarro Montoya. Fazer gol lá é para poucos”.
À época, apenas o Santos de Pelé, em 1963, havia vencido o Boca em Buenos Aires. A façanha cruzeirense, construída com gols de Paulo Roberto Costa e do próprio Roberto Gaúcho, colocou o clube mineiro em um seleto grupo de visitantes vitoriosos no lendário estádio argentino, reconhecido pela atmosfera intimidadora — tida pela ESPN como uma das mais impressionantes do mundo.
Roberto lembra que suportar a pressão teve peso semelhante ao desempenho técnico. “Parecia que a torcida me puxava pelos cabelos nos escanteios. Só vence ali quem tem personalidade”, disse. O elenco comandado por Ênio Andrade contava com Dida, Ronaldo Fenômeno, Cleisson e um sistema defensivo que, segundo o ex-jogador, “fechava a casa” para garantir tranquilidade aos atacantes.
Mesmo eliminado nas oitavas pela Unión Española, o Cruzeiro encerrou aquela Libertadores com outra marca histórica: integrou o “grupo da morte” que produziu o campeão Vélez Sarsfield. “Nosso time tinha muita qualidade e união. Foi um aprendizado enorme”, completou Roberto, que vestiu a camisa celeste de 1992 a 1997, somando 54 gols e dez títulos, entre eles Copa do Brasil (1993 e 1996) e Copa Libertadores (1997).
Conselho para o reencontro de 2026
O Boca Juniors voltará a receber o Cruzeiro em 19 de maio de 2026, às 21h30, pela quinta rodada do Grupo D da Libertadores. Os brasileiros chegam com sete pontos, em segundo lugar; os argentinos têm seis. Para Roberto, a receita permanece idêntica: “Tem que jogar para cima, sem se encolher. Personalidade, atitude e vontade são indispensáveis”.

Imagem: Cruzeiro
Um empate manterá a equipe mineira dependendo apenas de si para avançar às oitavas. Caso vença, o time de Belo Horizonte poderá até assumir a liderança, dependendo do resultado de Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil.
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Crédito da imagem: Cruzeiro / Reprodução















