Risco de não ter bitcoin: analistas do BTG alertam gestores
Risco de não ter bitcoin: analistas do BTG alertam gestores foi o principal recado deixado por Marcello Cestari, da Empiricus, e Matheus Parizotto, do BTG Pactual, durante o ETF Day realizado em 6 de maio de 2026, em São Paulo.
Risco de não ter bitcoin: analistas do BTG alertam gestores
Segundo os especialistas, ignorar o bitcoin implica abrir mão da “maior assimetria da década”. Cestari ressaltou que o mercado de criptomoedas, avaliado em cerca de US$ 2,5 trilhões, avança na institucionalização com a chegada de ETFs, tesourarias corporativas e, potencialmente, reservas de governos.
Parizotto lembrou que os ETFs aprovados nos Estados Unidos no início de 2024 aceleraram a entrada de investidores institucionais. “Se hoje o bitcoin representa 1% a 3% de um portfólio conservador, manter zero exige explicação”, afirmou. Ele acrescentou que a crescente procura de fundos de pensão e soberanos pressiona gestores a reverem conceitos.
Cestari comparou a criptomoeda ao “ouro digital emergente”. Apesar da forte volatilidade, ele projeta que, com maturidade e regulamentação, o bitcoin pode disputar espaço com o ouro, cujo market cap gira em torno de US$ 30 trilhões. “Sair de US$ 1,5 trilhão para US$ 30 trilhões é um potencial real”, disse, citando visão compartilhada por Larry Fink, da BlackRock.
Entre os riscos, os analistas mencionaram a computação quântica, capaz de ameaçar algoritmos de blockchain. Parizotto ponderou que o tema é sistêmico e não restrito às criptos, esperando que futuras atualizações de rede mitiguem o problema.
Com a dívida pública global em níveis recordes e a desconfiança sobre o dólar, os analistas enxergam no bitcoin um ativo de diversificação e reserva de valor. “Ter um ativo descorrelacionado que ainda oferece expectativa de retorno positivo é o Santo Graal da alocação”, concluiu Parizotto, citando dados da Bloomberg.

Imagem: Lorena Matos
No cenário apontado, a ausência de criptomoedas representa perda de eficiência na carteira. Gestores e investidores individuais são incentivados a reavaliar suas estratégias e considerar uma exposição mínima à classe.
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