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Rifles canadenses na Rússia: chanceler investiga rota

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Rifles canadenses na Rússia: chanceler investiga rota

Rifles canadenses na Rússia: chanceler investiga rota Em declaração nesta quarta-feira, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, informou que o governo apura como fuzis fabricados no país apareceram em imagens de franco-atiradores russos, apesar das sanções que proíbem a venda de armas a Moscou.

Rifles canadenses na Rússia: chanceler investiga rota

Anand explicou que o Canadá possui “um dos controles de exportação militar mais avançados do mundo” e garantiu que “alegações como essas serão tratadas com máxima seriedade”. A reação da chanceler veio após investigação da rede Global News revelar fotos de redes sociais russas mostrando rifles produzidos em Quebec nas mãos de atiradores de elite, alguns deles condecorados por combater tropas ucranianas.

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O levantamento apontou que parte dos armamentos parece ter sido capturada no campo de batalha, mas outros exemplares surgem intactos, ainda com etiquetas de fábrica. Desde a invasão da Ucrânia, em 2022, o envio de armas ao regime de Vladimir Putin está vetado por Ottawa.

A fabricante Cadex Defence, responsável pelos rifles de precisão, negou qualquer envio direto à Rússia e afirmou seguir rigorosamente a legislação canadense. Segundo a empresa, dez armas registradas em documentos alfandegários russos foram rastreadas até um lote exportado legalmente para os Estados Unidos; a partir daí, o contrato com o comprador americano foi encerrado.

Um alto funcionário do governo revelou que apenas uma licença de exportação ao território russo foi concedida — em 2013, para um stock (coronha), e não para armas completas. Para as autoridades, os rifles podem ter sido capturados de militares ucranianos, que recebem parte do arsenal da Cadex, ou desviados por intermediários em países de trânsito.

O embaixador da Ucrânia no Canadá, Andrii Plakhotniuk, defendeu uma investigação minuciosa e o fortalecimento das sanções, inclusive com controles mais rígidos de destino final. A oposição conservadora, representada por Michael Chong, acusou o governo liberal de falhas na fiscalização e citou outros componentes militares canadenses encontrados em equipamentos russos. O Novo Partido Democrático também cobrou “verdadeira aplicação” das restrições, alertando que empresas e nações intermediárias não podem ser usadas para burlar a lei.

Dados oficiais sobre o controle de exportações do Canadá mostram que itens militares sensíveis só recebem autorização após análise de risco, mas especialistas alertam que rotas paralelas seguem abertas, sobretudo em mercados secundários.

A investigação de Ottawa ainda não tem prazo para conclusão. Enquanto isso, diplomatas e fabricantes aguardam novas medidas que impeçam a circulação de armamentos canadenses em zonas de conflito controladas pela Rússia.

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Crédito da imagem: Global News

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