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Reino Unido descarta geoengenharia solar contra clima

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Reino Unido descarta geoengenharia solar contra clima

Reino Unido descarta geoengenharia solar contra clima ao confirmar que não pretende adotar projetos para refletir a luz do Sol e resfriar o planeta, citando riscos ecológicos, custos elevados e incertezas científicas.

Reino Unido descarta geoengenharia solar contra clima

O Comitê de Auditoria Ambiental do Parlamento britânico solicitou que o governo esclarecesse sua posição sobre a chamada geoengenharia solar, proposta que visa dispersar partículas na atmosfera para refletir parte da radiação solar de volta ao espaço. Em resposta, as autoridades declararam nesta semana que não há qualquer planejamento para testar ou implantar a tecnologia, nem na Antártida nem em outro local.

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Entre as justificativas, o Executivo apontou que a intervenção poderia prejudicar ecossistemas marinhos, perturbar correntes atmosféricas e violar o Tratado da Antártida. Além disso, o método exigiria aplicação contínua para manter o efeito de resfriamento, gerando gastos bilionários e dependência tecnológica de longo prazo.

A decisão britânica ocorre após um grupo de mais de 30 cientistas publicar carta aberta advertindo que o resfriamento artificial das regiões polares é “caro, inviável e potencialmente perigoso”. Segundo reportagem da Bloomberg, os especialistas temem que a manipulação climática desencadeie chuvas extremas ou secas em outras latitudes, aumentando a instabilidade global.

No mesmo sentido, um relatório recente da União Europeia avaliou que os benefícios da geoengenharia solar permanecem altamente incertos e poderiam ser explorados por agentes mal-intencionados. Ainda assim, tanto Londres quanto Bruxelas afirmam que vão continuar investindo em pesquisas para compreender melhor os impactos e a governança de possíveis intervenções climáticas.

Enquanto descarta a aplicação prática, o governo britânico reforçou que a prioridade segue sendo a redução de emissões de gases de efeito estufa por meio da transição energética, proteção de florestas e estímulo à economia de baixo carbono.

Para acompanhar outras discussões sobre soluções ambientais e políticas públicas, visite nossa editoria Brasil e siga informado sobre as próximas decisões internacionais.

Crédito da imagem: Bigc Studio/Shutterstock

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