Receita recorde do Atlético atinge R$ 768 milhões
Receita recorde do Atlético atinge R$ 768 milhões em 2025, superando em 14% os R$ 674 milhões do ano anterior e estabelecendo um novo patamar financeiro para o clube mineiro.
Receita recorde do Atlético atinge R$ 768 milhões
De acordo com o balanço financeiro divulgado em 30 de abril, os direitos de transmissão, premiações e vendas de atletas responderam por 65% do faturamento, somando R$ 500 milhões. Só os direitos televisivos renderam R$ 282 milhões, sendo R$ 227 milhões provenientes do Campeonato Brasileiro. O vice-campeonato na Copa Sul-Americana garantiu mais R$ 31 milhões, enquanto a participação na Copa do Brasil adicionou R$ 14 milhões, e o Campeonato Mineiro, R$ 9 milhões.
No mercado da bola, a maior receita veio da transferência do atacante Alisson para o Shakhtar Donetsk por R$ 77 milhões. O polivalente Rubens seguiu para o Dínamo Moscou por R$ 55 milhões. Também deixaram o clube Zaracho (Racing, R$ 12 mi), Battaglia (Boca Juniors, R$ 9,5 mi), Otávio (Fluminense, R$ 8,9 mi), Mauricio Lemos (Vasco, R$ 3,1 mi) e Bruninho (Karpaty Lviv, R$ 4,7 mi), totalizando R$ 203 milhões em negociações.
As receitas comerciais praticamente dobraram: de R$ 71 milhões em 2024 para R$ 139 milhões em 2025. O salto foi impulsionado por contratos mais robustos de exploração de marca, especialmente o patrocínio máster da casa de apostas H2bet, que respondeu por R$ 107 milhões.
O matchday rendeu R$ 87 milhões, sendo R$ 37 milhões oriundos de mensalidades do programa de sócios Galo na Veia e R$ 51 milhões de bilheteria. Embora menor que os R$ 113 milhões de 2024, quando o Atlético alcançou as finais da Copa do Brasil e da Libertadores, o montante manteve o setor como relevante fonte de caixa.
A Arena MRV agregou R$ 57 milhões, distribuídos entre cadeiras cativas, camarotes e naming rights (R$ 42 mi), alimentos e bebidas (R$ 5 mi), estacionamento (R$ 2 mi), eventos (R$ 5 mi), tour (R$ 1 mi) e taxa de condomínio (R$ 2 mi).

Imagem: Pedro Souza
Apesar do recorde de receita, a dívida total cresceu de R$ 1,369 bilhão para R$ 1,772 bilhão. Desse valor, R$ 1,037 bilhão é considerado ônus financeiro, dividido em R$ 654 milhões junto a bancos e R$ 383 milhões referentes à Arena MRV. As demais obrigações englobam débitos tributários (R$ 487 mi), operações de atletas (R$ 243 mi) e outros compromissos (R$ 5 mi).
O desempenho atleticano acompanha a tendência de crescimento do futebol nacional apontada por estudos internacionais, como mostra a análise da BBC, que destaca o aumento de receitas dos clubes brasileiros nos últimos anos.
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Crédito da imagem: Pedro Souza/Atlético















