Radiologia intervencionista: 5 doenças que ela resolve
Radiologia intervencionista desponta como opção menos agressiva para tratar miomas, hiperplasia prostática, artrose, nódulos de tireoide e varizes, reduzindo dor e tempo de recuperação.
Radiologia intervencionista: 5 doenças que ela resolve
A técnica utiliza cateteres, microagulhas e emissão de energia térmica para alcançar a região afetada com mínima incisão. Em Juiz de Fora, a CRIIO Radiologia Intervencionista e Cirurgia Vascular aplica esses procedimentos desde 2018 sob a supervisão dos médicos Rafael Gustavo Gomide Alcántara, Magnum de Oliveira Matos e Thaiza de Souza Filgueiras.
Miomas uterinos — Tumores benignos que acometem até 50% das brasileiras em idade fértil, segundo a Febrasgo. A embolização bloqueia o fluxo sanguíneo que alimenta o mioma, sem cortes abdominais, permitindo alta em poucas horas e preservando o útero.
Hiperplasia prostática benigna — Entre 40 e 50 anos, a próstata começa a aumentar de tamanho; aos 90, o problema atinge 90% dos homens. A embolização prostática reduz o volume da glândula em até 50%, aliviando jato fraco e micções noturnas, sem comprometer função sexual ou causar ejaculação retrógrada.
Artrose leve a moderada — Cerca de 15 milhões de brasileiros sofrem com desgaste das articulações. A embolização inflamatória introduz micropartículas nas artérias que irrigam joelho, ombro ou quadril, reduzindo dor persistente quando remédios e fisioterapia já falharam.
Nódulos benignos de tireoide — Afetam 60% da população ao longo da vida. Sob orientação ultrassonográfica, uma agulha fina aplica radiofrequência diretamente no nódulo, que pode encolher até 80% em seis meses, evitando cicatriz e reposição hormonal.

Imagem: Internet
Varizes — Responsáveis por peso, inchaço e dor nas pernas em 38% dos adultos. A cirurgia vascular a laser utiliza cateterismo guiado por ultrassom para fechar veias doentes sem cortes na virilha, oferecendo melhor resultado estético e rápida retomada das atividades.
Os especialistas ressaltam que a radiologia intervencionista é complementar a ginecologia, urologia, ortopedia, endocrinologia e angiologia. A escolha do procedimento deve envolver equipe multidisciplinar para garantir diagnóstico preciso e melhor prognóstico ao paciente.
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Crédito da imagem: Gabriela Carleial















