O estado atinge o melhor nível de bem-estar econômico em mais de uma década, aponta estudo do Santander
Minas Gerais apresenta um dos cenários econômicos mais favoráveis de sua série histórica recente. Um estudo realizado pelo Santander revela que o estado encerrou 2025 com o Índice de Desconforto Econômico em 8,3%, um patamar significativamente inferior aos 10,6% registrados no final de 2012 — ano que serve como referência de mínimas para diversas regiões do país. O estado convergiu rapidamente para níveis abaixo da média nacional após a pandemia e segue uma dinâmica similar à de São Paulo, apresentando uma melhora consistente ao longo do tempo.
O levantamento utiliza o Índice de Desconforto Econômico, que combina as taxas de inflação (IPCA) e desemprego para mensurar o impacto da macroeconomia no cotidiano das famílias. O estudo utiliza a Grande Belo Horizonte como base estatística principal, por refletirem o cenário macroeconômico de todo o estado de Minas Gerais, funcionando como um termômetro para a eficiência na absorção de mão de obra e o controle de preços na região.
“Belo Horizonte registrou, entre 2023 e 2024, uma das menores taxas de desemprego entre as principais regiões metropolitanas do Brasil. Essa força do emprego, somada à convergência da inflação para níveis estáveis, elevou a capacidade de consumo e o apetite por crédito das famílias mineiras”, afirmam Rodolfo Pavan, Henrique Danyi e Ítalo Franca, economistas do Santander.
A queda no índice de desconforto para patamares abaixo de 11% tem correlação direta com o apetite por investimentos de longo prazo. O estudo aponta que Belo Horizonte é um dos destaques nacionais recentes em termos de crescimento nos preços dos imóveis. A estabilidade da inflação, que em 2025 sugere uma ancoragem entre 3% e 4%, somada à segurança financeira proporcionada pelo baixo desemprego, impulsionou a demanda residencial e valorizou os ativos imobiliários no estado.
Outro fator determinante para Minas Gerais é a dinâmica da renda real. O estudo indica que o crescimento dos rendimentos tem acompanhado os ganhos no mercado de trabalho, funcionando como um suporte essencial para o consumo regional.
Para os especialistas do Santander, a tendência é que o índice nacional de desconforto atinja sua mínima histórica de 9% ainda no primeiro semestre de 2026. No contexto mineiro, a manutenção de indicadores abaixo da média nacional reforça o estado como um ambiente de baixa vulnerabilidade econômica e alta atratividade para novos negócios, consolidando um ciclo positivo para o planejamento financeiro das famílias.
















