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Queda do bitcoin: ETF gera maior tombo em três anos

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Queda do bitcoin: ETF gera maior tombo em três anos

Queda do bitcoin: ETF gera maior tombo em três anos de 35% em novembro de 2025 derrubou a cotação da criptomoeda de US$ 123 mil para US$ 84 mil, registrando o pior mês desde 2022 e levantando dúvidas sobre a estabilidade do mercado.

Queda do bitcoin: ETF gera maior tombo em três anos

A retração foi puxada pelo fluxo negativo recorde de US$ 3,7 bilhões nos fundos de índice (ETFs) lastreados em bitcoin nos Estados Unidos. Esse êxodo institucional, segundo gestores de ativos digitais, provocou uma crise de confiança ao retirar liquidez exatamente quando parte do varejo esperava renovação de máximas históricas.

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Na prática, os ETFs funcionam como portas de entrada e saída rápidas para grandes investidores. Quando esses agentes se desfazem de posições, os administradores dos fundos vendem bitcoin no mercado à vista, amplificando a pressão vendedora e a volatilidade. De acordo com levantamento da Bloomberg, 73% das ordens a mercado no período partiram de gestores de ETFs, o que explica a velocidade da correção.

Além do movimento dos fundos, analistas atribuem o recuo à ausência de catalisadores positivos após a aprovação inicial de vários ETFs no início do ano. “O otimismo com a entrada de capital institucional se esgotou rapidamente quando os mesmos investidores passaram a realizar lucros”, avalia o economista Wilker Fagundes. A combinação de realização e saques em série acendeu o sinal amarelo sobre a dependência do setor em relação a produtos financeiros tradicionais.

Para o investidor de varejo, o cenário exige cautela. Especialistas recomendam observar o volume negociado fora dos ETFs como indicativo de recuperação orgânica. Também reforçam a importância de alocação limitada do portfólio em criptoativos e de horizonte de longo prazo para suportar oscilações intensas.

Embora a retração atual seja relevante, historicamente o bitcoin já enfrentou quedas superiores a 80% antes de novos ciclos de valorização. Por isso, parte do mercado vê a zona entre US$ 80 mil e US$ 90 mil como potencial suporte, mas alertam que novas saídas expressivas dos ETFs podem levar a ativos a patamares ainda mais baixos.

Queda do bitcoin: ETF gera maior tombo em três anos - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Em síntese, a correção expõe o duplo fio dos ETFs: eles democratizam o acesso ao bitcoin, mas podem acentuar choques de curto prazo quando o humor institucional muda. Investidores devem monitorar indicadores de fluxo, liquidez e perfil dos aportes para avaliar riscos antes de aumentar posições.

Para acompanhar desdobramentos e outras análises econômicas, confira nossa editoria de Brasil e continue bem informado.

Crédito da imagem: Moneytimes

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