Qual a definição de amigos?

Qual a definição de amigos?

Há uma semana muito se falou sobre o “Dia do Amigo” (celebrado dia 20/07).

Percebi uma chuva de postagens nas redes sociais! Grandes declarações reais e fictícias.

Afinal, qual a definição de amigos?

Sempre digo que os amigos são criaturas que do “nada” entram em nossas vidas e se tornam parte de nós. Circulam nas nossas veias! São mais que sangue do nosso sangue e ouso dizer: muitas vezes mais que nossos próprios irmãos!

Tais criaturas vêm para enriquecer as nossas vidas!

Bom, sempre parti da premissa que amigos verdadeiros são POUCOS e raros.

Amigos não precisam estar colados para mostrar que estão juntos.

Tampouco são aqueles que frequentam demais a nossa casa (e nós a deles) sem motivo justo e necessário. Não sei, de fato, onde moram meus POUCOS e bons amigos, porém sei como encontrá-los e isso me basta.

Sim,  já nasci no meio das multidões e estou lá nas aglomerações! Isso é verdade! Amo gente, não nego! Amo pessoas! Mas sobretudo, os POUCOS!

Nesses POUCOS é onde verdadeiramente me encontro e me encontram.

São POUCOS os que conhecem meus medos, dores, crenças, ideais, segredos obscuros, sonhos e paixões.

São POUCOS os que falo de meus projetos, planos e conquistas. E eles vibram honestamente com as minhas vitórias e vice-versa.

São POUCOS os que reconhecem meus defeitos e permanecem.

São POUCOS os que partilho vida sem receio.

Nas andanças da vida e no meio das multidões reconheci meus POUCOS, meus poucos que são “TANTO”.

E  com esses  POUCOS, não preciso de cerimônia para procurar, para pedir ajuda ou lhes dizer e ouvir umas verdades!

Não tenho receio de parecer ridícula, desvairada, louca ou uma completa idiota perto dos meus POUCOS. Posso ser eu.

Eles permitem isso.

Não traia um amigo. São preciosidades que não podemos comprar. Não tem preço, tem valor.

É possível comprar companheiros, amigos não.

Enquanto estamos pagando a conta  e estamos “bem de vida” eles estão lá. Infalíveis e se multiplicando!

Percamos tudo para ver quem fica. Óbvio,  o “Zé Mané” que sempre está lá e ainda nos alertou  sobre os que sumiram como éter fora do frasco!

Ah, Lívia! Mas tenho 5 mil amigos no Facebook! E não sei quantos “Ks” de seguidores no Instagram.

Tudo bem! Desejo que não lhe falte um quando de fato precisar.

Sempre quis POUCOS e bons amigos.

A maturidade unida a experiências frustrantes nos ensina que menos é mais.

Prezem aqueles que não permitem que seja sozinho pelo simples fato deles existirem!

É, aquele que você vai ligar às 3 da  madrugada, ele vai atender você xingando, dando bronca, porém vai te ouvir, te acolher, te dizer que não está só, ainda que  termine a conversa com um belo “Eu te avisei!”.

Com meus POUCOS optei pela feliz escolha e sorte de partilhar vida sem frescura, com gente que tem cheiro de LAR.

Eu os escolhi e eles a mim  porque preferimos ser o que somos para POUCOS o tempo todo do que ser aquilo que todos querem que sejamos por um instante.

Dedico aos meus POUCOS que são MUITO!

Gratidão!

Abraço fraterno caros leitores!

Até breve, até muito breve!

Lívia Baeta.

Este post tem um comentário

  1. Franderlene Lopes Botelho

    Ótimo texto!

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