Putin quer paz na Ucrânia? Oficial canadense duvida
Putin quer paz na Ucrânia? Oficial canadense duvida foi o tom adotado por Jocelyn Kinnear, diretora-geral da Força-Tarefa para a Ucrânia do governo canadense, ao relatar aos deputados que sua confiança em um acordo de paz é mínima, quatro anos após o início da invasão russa.
Putin quer paz na Ucrânia? Oficial canadense duvida
Kinnear afirmou no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Comuns que a resiliência ucraniana sustenta seu otimismo, mas “não há muito a esperar” de Vladimir Putin. Para ela, a única saída é manter a pressão econômica e diplomática sobre Moscou.
Na mesma audiência, o embaixador ucraniano em Ottawa, Andrii Plakhotniuk, pediu o fortalecimento das sanções, especialmente no setor de petróleo e gás, destacando que a Rússia pode perder ao menos US$ 37 bilhões de receita ainda este ano. Os EUA aplicam novas punições a gigantes como Rosneft e Lukoil nesta sexta-feira, enquanto o Canadá anunciou medidas adicionais contra a chamada “frota-sombra” russa e empresas de drones.
Para sustentar Kyiv, Kinnear comparou as sanções a “uma maratona”. Segundo ela, a inflação elevada e a dependência da exportação de energia mostram que a economia russa se voltou quase totalmente ao complexo militar, em detrimento de outros setores.
Eric Laporte, diretor-geral interino de Política de Segurança Internacional, revelou tratativas para expandir a Operação Unifier — missão de treinamento das Forças Armadas canadenses — possivelmente dentro do território ucraniano após um eventual cessar-fogo.
A audiência também abordou o sequestro de cerca de 20 mil crianças ucranianas, tema que levou a Corte Penal Internacional a acusar Putin de crimes de guerra. Kinnear ressaltou que o Canadá articula dezenas de países para localizar e repatriar os menores, dos quais apenas 1.819 voltaram às famílias.

Imagem: Sean Boynt Global Ne
Plakhotniuk reiterou o pedido de um novo pacote militar e financeiro de CA$ 2 bilhões, lembrando o papel do Canadá na recuperação de crianças e no combate recente a um escândalo de corrupção de US$ 100 milhões envolvendo a estatal nuclear ucraniana.
Em consonância com especialistas citados pela BBC, Kinnear avalia que reforçar sanções coordenadas entre os países do G7 é “sem precedentes” e crucial para levar Moscou à mesa de negociação.
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Crédito da imagem: Global News















